Miller brinca com corrupção em Portugal: “Cara que me deu troféu torcia para Oliveira”

O piloto da Pramac brincou que a performance dominante do dono da casa foi resultado de alguma fraude, já que até quem estava entregando o troféu era torcedor do rival da Tech3

Jack Miller levou na esportiva o domínio de Miguel Oliveira no GP de Portugal deste domingo (22). O australiano brincou que a vitória do piloto da Tech3 foi fruto de corrupção, já que até o homem que lhe entregou o troféu pelo segundo lugar estava vestindo uma camiseta do competidor local.

Nesta última etapa do campeonato, Oliveira dominou a corrida de ponta a ponta e conquistou um grand chelem, já que além de ter feito a pole e vencido, também fez a volta mais rápida e liderou todas as voltas.

Jack Miller achou uma explicação para o domínio de Miguel Oliveira (Foto: Red Bull Content Pool)

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Após a corrida, ao serem questionados se a performance de Miguel foi resultado do conhecimento prévio de Portimão, Jack brincou: “Acho que teve alguma corrupção, pois o cara que entregou o meu troféu ― e eu até disse isso para o Miguel no pódio ― estava usando uma camiseta do Oliveira”.

Minutos mais tarde, Jack encontrou ainda mais evidências de que o resultado no Algarve era fruto de corrupção. “Eu estava olhando para o macacão dele. Ele tem o circuito como patrocinador pessoal e a MEO [patrocinadora da corrida] no capacete. As coisas estão se encaixando. É corrupção!”.

Apesar da brincadeira, Jack reconheceu que Oliveira foi simplesmente melhor do que os outros.

“Ele fez uma corrida incrível. Acho que qualquer um que entenda disso sabe que tem algo especial em casa. Eu já estive em lugar nenhum durante a temporada, mas quando chega em Phillip Island, liderar as primeiras voltas. Ele teve mais músculo do que eu e conseguiu escapar, mas acho que a corrida de casa…”, comentou. “Claro, conhecer a pista ajuda, mas como ele disse, [Danilo] Petrucci já correu aqui, Cal [Crutchlow] já correu aqui, outros caras correram aqui muitas vezes. Eu nunca tinha estado aqui a não ser com a minha Panigale, então…”, completou.

Segundo na corrida, Franco Morbidelli concordou que a experiência na pista com uma moto de rua não serve muito para a MotoGP.

“Eu rodo em Misano com a M1 e quando cheguei lá com a MotoGP é uma coisa completamente diferente, um mundo totalmente diferente. E acho que é o mesmo para Miguel”, observou. “Ele correu aqui em 2016, eu vi aquela corrida, mas ele tem pilotado aqui com motos stock ou o que quer que seja, que é completamente diferente de uma MotoGP. Eu sei que, ainda que na mesma pista, com uma superbike e uma MotoGP, é um esporte diferente e uma maneira diferente. Você precisa se readaptar completamente, recomeçar”, frisou.

“Ele fez um trabalho inacreditável durante este fim de semana, acertou bem a moto, dava para ver isso nas duas voltas em que fiquei atrás dele, ele só foi o melhor piloto neste fim de semana. Um enorme parabéns para ele, mas acho que conhecer a pista, não contou muito. Ele só foi o mais forte hoje”, resumiu.

Miguel, por sua vez, também não considerou a experiência no Algarve como ponto principal para o resultado deste domingo.

“Concordo que tenho um conhecimento diferente desta pista, especialmente em pilotar com o vento, mas não posso realmente dizer o quanto de vantagem isso representa, pois tivemos um longo tempo de treino na sexta-feira”, falou. “A moto é muito diferente de uma superbike padrão, a maneira de pilotar é muito diferente. Não posso realmente dizer se a experiência… Franco correu aqui há muitos anos e está no pódio, mas Jack nunca correu, só fez algumas voltas em outubro. E outros pilotos também, caras com muita experiência aqui terminaram atrás e caras que não conheciam terminaram na frente. Diria que foi um GP normal em termos de quem estava lá e quem não estava”, concluiu.

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