Do motocross no Brasil ao topo da motovelocidade: quem é Diogo Moreira?

Aos 21 anos, Diogo Moreira vai se tornar apenas o quinto brasileiro a alcançar a classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Natural de Guarulhos, o #10 começou no motocross e chegou à Europa por meio de Alexandre Barros

19 anos após a despedida de Alexandre Barros, a MotoGP voltará a contar com um piloto brasileiro. Diogo Moreira assinou com a Honda e vai estrear na classe rainha do Mundial de Motovelocidade em 2026 com a LCR, sucedendo aquele que um dia teve como mentor.

Nascido em Guarulhos em 23 de abril de 2004, Moreira começou a carreira no motocross, modalidade que era praticada pelo pai. Enquanto Luiz Nascimento ainda competia, Diogo o acompanhava pelos circuitos, mas o início nas competições se deu depois.

“Meu pai teve uma lesão no joelho e aí eu comecei a correr”, contou Diogo em um perfil no site da Red Bull Rookies Cup.

Aos 9 anos de idade, garantiu o segundo lugar na disputa de 50cc do ArenaCross. No ano seguinte, ‘Dioguinho’ faturou o primeiro posto na competição e também levou a taça do Campeonato de Motocross de 50cc.

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Diogo Moreira fez a base do motociclismo espanhol (Foto: Repsol)

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A mudança para o asfalto aconteceu logo depois. Tradicional apoiadora da motovelocidade na Espanha, a Estrella Galicia desembarcou no Brasil disposta a repetir por aqui a mesma iniciativa. Indicada por Emílio Alzamora, a cervejeira chegou a Alexandre Barros, que topou o desafio e passou a buscar pupilos. Foi no motocross que o maior expoente da motovelocidade nacional encontrou Moreira.

Em 2014, Diogo fechou a disputa na categoria 300cc da Superbike Brasil na quinta colocação. No ano seguinte, avançou para segundo.

O projeto da empresa grupo Hijos de Rivera, contudo, já previa um intercâmbio para a Espanha, onde Moreira chegou em 2016, aos 12 anos, acompanhado apenas pelo pai. No Velho Continente, o brasileiro se juntou à Monlau, a mesma escola técnica que formou Marc Márquez, por exemplo.

No primeiro ano, Diogo disputou a Copa 85cc na Espanha e fechou o ano em quarto, tendo um terceiro lugar em Valência como melhor resultado. Na temporada seguinte, Moreira avançou para a Moto4, fechando 2017 na segunda colocação, com dois pódios.

Em 2019, Diogo passou a competir na Talent Cup Europeia, onde conquistou uma vitória, em Jerez de la Frontera, e três pódios no total, fechando o ano em sexto. Na sequência, o brasileiro avançou para o Mundial Júnior de Moto3, fechando o ano em décimo, como melhor estreante, e com um quinto lugar na pista andaluz como melhor resultado.

Em 2021, Diogo disputou simultaneamente o Mundial Júnior ― que concluiu em 11º ― e a Red Bull Rookies Cup ― onde foi sexto, com quatro pódios e uma pole.

O desembarque no Mundial aconteceu em 2022, com a então estreante MSi. Naquela temporada, Diogo garantiu o rótulo de melhor novato e fechou a temporada com o oitavo posto na classificação, com uma pole.

No mesmo ano, Moreira disputou três corridas do Mundial de Supermoto e garantiu duas vitórias, três pódios e uma pole.

Em 2023, na despedida da classe menor, o #10 assegurou uma vitória, três pódios e uma pole no caminho até repetir o oitavo posto na classificação do Mundial de Pilotos.

Depois de vencer uma seletiva, Diogo foi escolhido pela Italtrans para a temporada 2024 da Moto2. Assim como já tinha feito na classe menor, o brasileiro garantiu o rótulo de novato do ano, fechando a temporada em 13º, com um pódio. O terceiro lugar no GP Solidário de Barcelona, contudo, foi conquistado em grande estilo: com uma manobra na última curva da última volta, emulando o que Valentino Rossi tinha feito com Jorge Lorenzo em 2008 no mesmo circuito catalão.

Neste ano, Moreira deu mais um passo e se colocou como postulante ao título. Nas 18 primeiras corridas do ano, já são três vitórias, sete pódios e cinco poles, o que o coloca na vice-liderança do Mundial de Pilotos, a nove pontos do líder Manuel González

MotoGP volta a acelerar entre os dias 17 a 19 de outubro com o GP da Austrália, direto de Phillip Island, 19ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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