MotoGP descarta limitar número de motos por montadora em 2027: “Queremos liberdade”
A MotoGP mudou o regulamento para atrair novas montadoras em 2027, mas não quer influenciar no número de satélites que cada fábrica terá no grid nos próximos anos, pois acredita que o sistema atual é "muito bom"
A MotoGP anunciou, no início de maio, a parte técnica do regulamento a ser implementado a partir da temporada 2027. Com novos motores e mudanças nas concessões, a classe rainha do Mundial de Motovelocidade busca atrair novas montadoras para o grid e aumentar a disputa, inclusive com pretendentes já dispostas a conversas.
Atualmente, a MotoGP conta com 11 equipes, sendo cinco de fábrica e seis independentes — ou satélites —, mas cada montadora possui um número diferentes de motos no grid. A Ducati, por exemplo, se beneficia de ter oito equipamentos acelerando nos finais de semana.
Relacionadas
Fábricas como Honda, Aprilia e KTM contam com quatro motos cada, mas a Yamaha corre apenas com seu time principal e só dois equipamentos em cada corrida, ainda que esteja em busca de novos parceiros para a temporada 2025.
Para o futuro, a BMW já mostrou interesse em entrar na MotoGP, o que poderia ocasionar 12 equipes no grid, com seis de fábrica e seis satélites. Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, detentora dos direitos comerciais da categoria, não gosta do equilíbrio forçado e pretende dar liberdade aos times.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ Conheça o canal do GRANDE PRÊMIO na Twitch clicando aqui!
“Existem muitas discussões relacionadas ao número de motos por fabricante. O certo é que temos um regulamento e se uma equipe possui mais satélites é porque ofereceu melhores oportunidades comerciais. Para mim, a viabilidade econômica do campeonato é o sistema que temos com seis times independentes”, disse Ezpeleta.
“Hoje, com cinco construtores e seis independentes, estamos em um período comercial muito bom. Levamos muitos anos até isso aqui, os tempos eram diferentes. Para nós, o sistema é muito bom”, acrescentou.
A MotoGP possui máximo de 24 vagas no grid para equipes fixas, mas conta com 22 no momento. As duas restantes foram deixadas pela Suzuki, no fim de 2022, quando abandonou a categoria de maneira repentina. No ano passado, a KTM tentou criar um novo time para preencher o espaço, mas foi barrada pela categoria. Para 2027, o assunto ainda está sendo discutido.
“Não vamos discutir o número de motos para 2027 porque acreditamos é importante manter a vitalidade do campeonato. Se entra outra montadora, existirá a possibilidade de tenha alguma equipa independente vinculada, mas a ideia é manter uma situação de liberdade comercial. Acho que não será necessário proibir que tenham mais ou menos de quatro motos”, finalizou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 e 26 de maio, para o GP da Catalunha, em Barcelona, com a 6ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!