MotoGP vê interesse de Ásia, Oriente Médio e América do Sul e põe GPs na Europa em xeque

Diretor-esportivo da MotoGP, Carlos Ezpeleta destacou o interesse crescente de novas praças e reconheceu que, com a falta de alternativas para aumentar o calendário, será preciso tomar decisões em relação às corridas na Europa

Diretor-esportivo da MotoGP, Carlos Ezpeleta colocou sob ameaça as corridas na Europa. O dirigente citou aumento no interesse de Ásia, Oriente Médio e América do Sul e destacou que, sem alternativas para aumentar o calendário, a única opção é reequilibrar as praças.

No calendário de 2026, 14 das 22 etapas são no Velho Continente: Espanha, França, Catalunha, Itália, Hungria, Tchéquia, Países Baixos, Alemanha, Grã-Bretanha, Aragão, San Marino e Riviera de Rimini, Áustria, Portugal e Valência. As oito restantes se espalham pelo mundo: Tailândia, Brasil, Estados Unidos, Catar, Japão, Indonésia, Austrália e Malásia.

Não é de hoje que a Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, fala em rever a distribuição de praças, especialmente na Espanha, que abriga corridas em quatro circuitos: Jerez, Barcelona, MotorLand de Aragão e Valência. Ainda assim, os contratos tem sido renovados sem revezamento.

Agora, porém, a MotoGP está entrando em uma nova fase, com o Liberty Media assumindo o comando após a compra de uma fatia majoritária das ações da Dorna. A chegada do mesmo proprietário da Fórmula 1 aumentou a expectativa em torno do campeonato, especialmente pelo crescimento obtido pela série rival desde a chegada do grupo norte-americano.

Interesse de outras praças põe corridas europeias sob ameaça (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Em entrevista à publicação britânica Autosport, Ezpeleta destaca o interesse crescente na categoria.

“O interesse continua enorme”, disse Carlos. “E eu uso essa palavra deliberadamente ― nós recebemos ligações semanais de novas pessoas e fundos interessados em investir na MotoGP”, revelou.

Questionado sobre o interesse de novos circuitos em receber o Mundial, o filho de Carmelo respondeu: “Também tem muito interesse nesse sentido. Nesse caso, as ligações não são semanais, mas mensais. Tem um interesse muito grande em se associar à marca MotoGP, e nós simplesmente não temos espaço o suficiente para todos os pedidos que recebemos.”

“Com 14 corridas na Europa e oito fora, está claro onde está nosso maior potencial de expansão”, apontou Carlos. “Existe um interesse significativo de Ásia, Oriente Médio e da América do Sul e, isso vai, inevitavelmente, nos forçar a tomar decisões em relação a Europa”, encerrou.

Já há algum tempo, a MotoGP estabeleceu 22 etapas como um limite, também por existir a preocupação com a integridade dos pilotos. Com as corridas sprint, com titulares da classe rainha estão sujeitos a 44 corridas no ano e, desde a introdução das provas curtas, foram raros os momentos em que todos os pilotos estiveram presentes.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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