MotoGP muda regra e libera teste para piloto que ficou longo tempo afastado por lesão
A chamada ‘Regra Jorge Martín’ concedeu direito a um dia de testes pré-retorno a pilotos que passaram por longos afastamentos por lesão. Mudança no regulamento impôs condições e estabeleceu limites para a atividade extra
Depois de muita insistência, a MotoGP aprovou a chamada ‘Regra Jorge Martín’. A partir de agora, pilotos que enfrentarem longos períodos de afastamento por causa de lesões poderão fazer um dia de testes antes de voltar à ativa.
A mudança da regra foi uma ideia vinda da Aprilia, que buscou liberação para que Jorge Martín pudesse testar antes de efetivamente voltar à MotoGP após as lesões sofridas antes do início da temporada 2025. Na época, porém, as fábricas não conseguiram um consenso, e o piloto espanhol — que hoje enfrenta um novo afastamento — correu no Catar sem nenhuma atividade extra.
Agora, porém, o cenário muda de figura. A FIM (Federação Internacional de Motociclismo) anunciou nesta segunda-feira (5) uma série de mudanças nas regras, inclusive com as condições que liberam este teste pré-retorno.
Com a alteração, pilotos permanentes que perderam pelo menos três eventos — fim de semana de corrida ou um teste oficial com mais de um dia — ou que não puderam participar de um evento por, pelo menos, 45 dias consecutivos durante a temporada — contando a partir do primeiro teste da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida) na pré-temporada até a última corrida do ano — têm direito a um dia de testes antes de retornarem à ativa. A liberação, contudo, não torna o teste prévio obrigatório.

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A localização do teste vai depender do status de concessões de cada fabricante — quem está no grupo D, por exemplo, pode escolher qualquer traçado, enquanto os demais têm de nomear três praças para testes ao longo do ano. Existe também a opção de utilizar qualquer pista em que não esteja programada uma corrida da MotoGP até o final da temporada. No entanto, o teste não pode ser feito em um circuito que vai receber o Mundial de Motovelocidade em até oito semanas.
O regulamento determina, ainda, que os pneus utilizados nesta atividade farão parte da alocação de testes de cada fabricante para a temporada, limitados a um máximo de três jogos.
Vale lembrar, aliás, que testes de um dia pós-GP, como o feito recentemente em Jerez, são considerados parte do fim de semana. Ou seja, um piloto voltando de lesão não poderia participar de uma bateria como aquela e ainda manter o direito deste dia extra.
Mesmo após o veto inicial, a mudança de regulamento pode beneficiar Martín, a depender da data de retorno do #1. Como ele participou do GP do Catar, o espanhol, que agora se recupera de inúmeras fraturas de costela e de um quadro de hemopneumotórax, teria direito a testar antes de voltar se perder também as etapas da França e da Grã-Bretanha, uma vez que já ficou de fora do GP da Espanha.
Quem também tem direito ao teste é Miguel Oliveira, que volta à ativa neste fim de semana após perder os GPs das Américas, do Catar e da Espanha após se lesionar no GP da Argentina.
A MotoGP volta a acelerar entre 9 e 11 de maio, com o GP da França, em Le Mans, para a 6ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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