Na Garagem: Cadalora vence com folga na estreia de Jacarepaguá nas 500cc

Italiano de Módena tomou a ponta ainda no início da disputa e dominou o GP do Brasil, superando Mick Doohan por 5s569. Norick Abe completou o pódio, com Alexandre Barros em oitavo

HÁ 25 ANOS, JACAREPAGUÁ ESTREAVA NO CALENDÁRIO DO MUNDIAL DE MOTOVELOCIDADE. Em 17 de setembro de 1995 no hoje extinto circuito da zona oeste do Rio de Janeiro, Luca Cadalora se impôs, superou Mick Doohan na largada e venceu com mais de 5s5 de vantagem para o então #1 das 500cc. Norick Abe completou o pódio.

Por se tratar de um circuito novo, o Mundial tinha agendado um dia extra de treinos na quinta-feira, mas a atividade acabou desmarcada no dia anterior. Resultado? Os pilotos se queixaram bastante de sujeira na pista. O traçado tinha passado por uma reforma e os competidores encontraram muito pó e areia oriundos da obra. Além disso, também se queixaram de óleo saindo do asfalto novo.

“Foi o circuito mais problemático em que já andei na minha vida”, disse Loris Reggiani à ‘Folha de S. Paulo’ na época. “Digo isso incluindo as pistas em que andava de mobilete na infância. Por pouco, a pista do Rio não pode ser usada para motocross”, disparou.

Luca Cadalora venceu na estreia de Jacarepaguá no calendário (Foto: Reprodução)

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Roberto Locatelli, que na época corria nas 250cc, foi ainda mais enfático. “Para ser honesto, é impossível correr nessas condições”.

Para piorar, choveu na parte da tarde, o que piorou ainda mais a condição do asfalto. “A mistura da sujeira com a chuva deixou a pista em condições inacreditáveis. É como correr no gelo”, comparou Ralf Waldmann, também à publicação paulista.

A situação foi tão extrema que Mick Doohan, então líder do campeonato, se negou a participar do treino sob chuva. O australiano pressionou, e a pista foi varrida por um caminhão nos pontos mais críticos.

Na hora do treino classificatório, foi Doohan quem levou a melhor. Com 1min55s972, o australiano faturou a pole, 0s313 melhor que Cadalora. Norick Abe ficou em terceiro, com Alex Barros fechando o top-4.

Na hora da corrida, Cadalora foi dominante a bordo da Yamaha e não deu chances aos rivais. O #2 recebeu a bandeirada com 5s569 de vantagem para Doohan, com Abe fechando o pódio, já mais 12s atrás do vencedor.

Barros, por sua vez, chegou a assumir o terceiro posto no início da disputa, mas, pouco a pouco, ficou pelo caminho, até receber a bandeirada em oitavo, 24s701 depois de Cadalora.

Nelson Piquet e Alex Barros se encontraram no Rio em 1995 (Foto: Reprodução)

“O resultado foi muito abaixo do que eu esperava”, disse Barros à ‘Folha de S. Paulo’ no dia da corrida. “Sentia falta de aceleração do motor e tinha perda de rendimento nas saídas de curva também”, apontou.

“Eu era mais lento em relação às outras motos com motor Honda”, resumiu Barros.

Na prova das 250cc em Jacarepaguá, a vitória também teve as cores da Itália, com Doriano Romboni batendo Max Biaggi por 1s345. Tadayuki Okada completou o pódio. Pelas 125cc, o triunfo foi de Masaki Tokudome, com Gianluigi Scalvini e Haruchika Aoki formando o top-3.

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