“Nada para se arrepender”: Honda reitera respeito e admiração por Marc Márquez
Alberto Puig exaltou a atuação de Marc Márquez no GP da Espanha. O dirigente considerou que a diferença entre o #93 e os demais pilotos aumenta ano a ano
Chefe da Honda, Alberto Puig descartou recriminar Marc Márquez pela atuação no GP da Espanha, abertura da temporada 2020 da MotoGP. O dirigente sublinhou que a equipe tem “respeito e admiração tremendos” pelo que o #93 faz.
Na prova de Jerez de la Frontera, Marc tomou a ponta ainda no início, mas cometeu um erro e despencou para 16º. O espanhol de Cervera, então, começou uma acelerada prova de recuperação e, após 16 voltas, já estava de volta à briga pelo título. Com quatro giros para o fim, porém, Marc foi ejetado da moto na saída da curva 3 e, enquanto rodava pela brita, foi atingido pela própria RC213V, o que resultou em uma fratura no úmero do braço direito.

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O piloto da Honda retornou à Barcelona na segunda-feira e vai passar por uma cirurgia nesta terça. Além da fratura completa, os médicos suspeitam de um dano no nervo radial.
Puig colocou a lesão como ponto negativo do fim de semana, mas avaliou que a atuação de Márquez no traçado de Cádiz mostrou que o #93 está em um nível acima dos demais.
“Marc está machucado. Isso é realmente negativo. Quando você tem um piloto machucado, quase nada é positivo. Mas, por outro lado, todos viram e entenderam o nível de Marc”, disse Puig. “No Catar, algumas pessoas duvidaram da performance Marc. Hoje está mais do que claro que não há nenhuma dúvida a respeito. O pacote dele, a Honda RC213V e ele próprio, estão claramente dois passos à frente. Ele não era só um pouco mais rápido, ele era muito mais rápido do que qualquer outro. E a diferença, gostem ou não, cresce a cada ano”, apontou.
Ainda, Alberto considerou que, com mais quatro ou cinco voltas, Marc teria alcançado o eventual vencedor Fabio Quartararo e sublinhou que o piloto não tem motivo para se arrepender da atuação.
“Quando Marc saiu da pista, ele precisou de duas voltas para recuperar a concentração. Mas nós vimos que pegaria os pilotos que estavam à frente. Com mais quatro ou cinco voltas, ele poderia alcançar Quartararo, já que Marc era 1s mais rápido por volta”, ponderou. “Sabemos o tipo de piloto que temos. Hoje, mais uma vez, ele mostrou para todo mundo quem é. Mas agora, infelizmente, ele está machucado e precisa descansar, tentar arrumar o braço e, quando estiver pronto, vai voltar para lutar pela vitória outra vez”, continuou.
“Essas coisas acontecem quando você é Marc Márquez. Ele faz coisas excepcionais. Ele não tem nada para se arrepender. Todo nosso time tem respeito e admiração tremendos pelo que ele faz”, encerrou.
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