Prévia: Com reinado de Márquez nos EUA ameaçado, Yamaha e Ducati brigam pelo protagonismo em Austin

Embora lidere o Mundial com oito pontos de vantagem para Valentino Rossi, Marc Márquez ainda não conseguiu se livrar de todas as fraquezas da Honda. Com a falta de aceleração da RC213V, Yamaha e Ducati brigam por um lugar ao sol em território texano

Rápido no gatilho, Marc Márquez dominou os Estados Unidos com mão de ferro nos últimos três anos. Vencedor das três edições do GP das Américas disputadas até aqui, o #93 soma outros três triunfos em Indianápolis e também subiu ao topo do pódio de Laguna Seca para chegar às sete vitórias que acumula no país ainda governado por Barack Obama.
 
Apesar da fama de Capitão América, Márquez não recebeu o mesmo soro injetado em Steven Rogers e, assim, não tem a velocidade sobre-humana do herói da Marvel. A grande dificuldade da versão 2016 da RC213V é a aceleração, um dos pontos mais exigidos nos 5.513 km da pista de Austin.
Marc Márquez vai defender sua invencibilidade nos EUA neste fim de semana (Foto: Honda)
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Ciente das fraquezas da Honda, Márquez sabe que terá trabalho para manter sua invencibilidade, mas nem por isso vai deixar de tentar. Afinal, a própria liderança do Mundial é uma surpresa para um piloto que teve tantas dificuldades durante a pré-temporada.

 
Nesse cenário, surge espaço para Yamaha e Ducati. No caso da fábrica de Bolonha, a pista norte-americana pode ser a melhor oportunidade de encerrar um jejum de vitórias que vem desde 2010, ainda na Era Casey Stoner.
 
Nos últimos dois anos, Andrea Dovizioso conquistou dois pódios em Austin: um terceiro lugar em 2014 e um segundo no ano passado. Do lado da marca dos diapasões, Jorge Lorenzo e Valentino Rossi têm pódios no Circuito das Américas, mas com o espanhol em 2013 e com o italiano no ano passado.
 
No time italiano, entretanto, Iannone e Dovizioso tentam se refazer do fiasco de Termas de Río Hondo, quando o #29 caiu nos metros finais e ainda derrubou o companheiro de equipe, tirando da Ducati os dois últimos postos do pódio argentino.
 
Comandante da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna deixou clara a insatisfação com Iannone, afirmando que o italiano precisa começar a pensar no time. Uma crítica nada boa levando em consideração que Andrea, assim como Dovizioso não tem contrato para o próximo ano. E ele já perdeu três posições no grid de largada deste fim de semana.
 
Do lado da Yamaha, o último triunfo em território norte-americano veio em 2010, quando Lorenzo venceu em Laguna Seca. A caminho dos Estados Unidos, o espanhol ressaltou que o traçado não é seu favorito e, assim como seu parceiro de M1, destacou que a pista também não é das melhores do grid.
 
Um dos destaques da prova em Termas de Río Hondo, Maverick Viñales deve ter mais dificuldades em Austin, já que a moto da Suzuki ainda não está no mesmo nível de YZR-M1, Desmosedici GP16 e RC213V.
Andrea Iannone tenta se recuperar da bobagem que fez na Argentina (Foto: Ducati)
Um ponto que merece atenção neste fim de semana é os pneus. Depois de uma falha séria na Argentina, a Michelin teve pouco tempo para reagir. Entre os pilotos, a palavra de ordem é “incerteza” na hora de se referir aos pneus.
 
Depois de um incidente com Álvaro Bautista na troca de motos, surgiram preocupações em relação ao flag-to-flag, com os pilotos sugerindo, inclusive, a redução da velocidade no pit-lane, que hoje está em 60 km/h.
 
Soberano nos Estados Unidos, Márquez terá uma tarefa difícil para frente, mas vai para a pista já podendo comemorar o fato de ter igualado as 51 vitórias de Dani Pedrosa no Mundial de Motovelocidade. No caso do #93, já são 25 triunfos na divisão principal. Com 122 triunfos, Giacomo Agostini segue como o piloto mais vitorioso.
 
Moto2
 
Depois de uma temporada um tantinho monótona, a Moto2 começou 2016 em alta. A prova do Catar foi marcada por uma confusão com muitas queimas de largada, mas as coisas voltaram à normalidade no último fim de semana, na Argentina.
 
Campeão vigente, Johann Zarco voltou a fazer uma boa exibição, mas nomes como Sam Lowes, Alex Rins, Tom Lüthi e Jonas Folger seguem na briga pelo protagonismo da temporada.
Sam Lowes, Johann Zarco e Jonas Folger seguem na disputa pelo protagonismo da Moto2 (Foto: Gresini)
Moto3
 
Como sempre, a Moto3 segue sendo uma categoria das mais agitadas, mas viu o surgimento de novos nomes neste ano. Fim de semana passada, Khairul Idham Pawi fez história ao se tornar o primeiro malaio a vencer no Mundial de Motovelocidade e mostrou que tem condições de brigar na ponta.
 
Além do malaio, o estreante Nicolò Bulega também tem feito boas corridas até aqui e, cedo ou tarde, vai aparecer brigando pelo pódio.
 
Brad Binder, Niccolò Antonelli e Jorge Navarro também exibiram bom ritmo neste início de temporada, assim como Romano Fenati. Fabio Quartararo, por outro lado, ainda está devendo, especialmente para quem chegou ao Mundial com o status de novo Marc Márquez.

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