MotoGP

Primeiro dia de treinos é marcado por confronto entre Ducati e Honda. Yamaha não casa bem com Jerez

O primeiro da de treinos para o GP da Espanha de MotoGP viu um confronto entre Ducati e Honda, mas a fábrica de Bolonha afastando seus fantasmas para fechar a sexta-feira (3) no topo da tabela com Danilo Petrucci. Terceira força em Jerez, a Yamaha mostrou dificuldade para se entender com a pista andaluz

Grande Prêmio / JULIANA TESSER, de São Paulo
 
Ao fim do dia, a Ducati levou a melhor e ficou no topo da tabela combinada dos treinos, com Petrucci liderando com 1min37s909, apenas 0s012 melhor que Márquez, o segundo colocado. Dovizioso e Lorenzo aparecem em seguida, completando um top-4 separado por só 0s136.
 
Apesar da proximidade, a Ducati sai com motivos para comemorar, já que o traçado espanhol nunca foi um de seus melhores. O time de Bolonha venceu uma única vez em Jerez ― com Loris Capirossi no distante 2003 ― e soma outros quatro pódios, todos de terceiro lugar ― Troy Bayliss em 2003, Casey Stoner em 2009, Nicky Hayden em 2011 e Lorenzo em 2017.
Danilo Petrucci foi o mais rápido nesta sexta em Jerez (Foto: Ducati)
Em seu primeiro ano no time de fábrica de Borgo Panigale, Petrucci teve ainda mais motivos para comemorar, já que não começou a temporada lá da melhor forma.
 
“Eu tive uma chance e usei para fazer uma boa volta, mesmo que não tenha sido perfeita, mas foi o suficiente para estar na liderança. O ritmo foi bom, especialmente com os duros”, apontou Danilo à TV italiana Sky Sport. 
 
O #9 reconheceu que seu ponto fraco está no treino classificatório e falou em ficar atento ao longo de todo o fim de semana.
 
“A classificação tem sido meu ponto fraco neste ano, então vou manter a guarda alta”, avisou. “Acho que os tempos vão cair mais amanhã de manhã, mas, enquanto isso, começamos com o pé direito. Nossa meta é classificar nas duas primeiras filas do grid e aí lutar pelo pódio no domingo”, completou.
 
Líder do Mundial, Dovizioso saiu mais animado, mas espera um dia de maior competitividade no sábado.
 
“Uma sensação positiva, não tanto pela posição final, mas pelo ritmo com os pneus usados nesta manhã até meados da sessão. Conseguimos melhorar o feeling com um acerto diferente e nos aproximamos de Márquez”, disse Dovizioso em entrevista à emissora italiana Sky Sport. “Esse é o objetivo, devemos trabalhar nesse sentido”, sublinhou. 
 
“Esta manhã foi boa, de tarde nós melhoramos. A classificação não reflete a verdade em geral, nem nas diferenças e nem na posição. Amanhã de manhã teremos ótimas condições e todos vão baixar nosso tempo, então não será o suficiente ficar nos 10s”, considerou. “Teremos de seguir trabalhando, porque vai ser muito apertado”, defendeu.
 
Segundo no combinado do primeiro dia treinos, Márquez exaltou a força das Ducati, mas também destacou o ritmo de Cal Crutchlow e disse esperar que a Yamaha também entre na briga.
 
“Parece que as Ducati oficiais estão muito rápidas, também Cal, e Lorenzo de manhã. Mas acredito que as Yamaha vão chegar”, avaliou Márquez. 
 
Ainda, Marc comentou a performance de Lorenzo nesta sexta, já que o espanhol voltou a rodar entre os ponteiros.
 
“Eu segui Jorge, pois esta manhã ele foi muito rápido. Vi pontos fortes, como, por exemplo, a entrada das curvas, e também outros pontos fracos que não vou dizer”, comentou. “O que mais me surpreendeu foi a confiança dele na entrada de curva. Ele freia muito tarde e deixa a moto correr, não à toa que o ritmo de curva é um dos pontos fortes dele. Ele é um dos melhores, talvez o melhor nesta área”, seguiu.
 
“Aqui tem muita aderência e, quando isso acontece, Jorge é muito rápido. Não estranharia se amanhã de manhã Lorenzo se colocasse em primeiro”, opinou.
 
O #99, por outro lado, não ficou assim tão feliz. Apesar da boa performance de manhã, o piloto de Palma de Maiorca entende que sua realidade é a mostrada no TL2. 
 
“Esperava ser mais competitivo e fui nesta manhã. De tarde, tive mais problemas. Eu preciso de mais experiência com esta moto quando as condições de pista mudam”, disse Lorenzo. “Apareceram alguns problemas, mas tenho certeza de que encontraremos um acerto mais adequado. Tenho de encontrar um acerto que me permita frear antes”, seguiu.
 
“A posição da manhã é boa, mas eu gostaria de me sentir melhor sobre a moto. Ainda não estou de todo cômodo e agora estamos limitador porque não podemos mais mudar a moto”, explicou. “Amanhã nós vamos mudar o método para ver se posso ganhar mais alguns décimos que me aproximem de Marc”, apontou.
 
Indo para a quarta corrida com a Honda, Jorge considerou que ainda precisa de mais tempo para se entender com a RC213V.
 
“A Honda é uma moto mais compacta e eu ainda preciso de mais tempo, porque, nas freadas, no fim das voltas, os braços ainda fatigam”, explicou. “A moto é competitiva. É uma moto vencedora”, reconheceu.
 
“O Lorenzo mais real é esse que terminou em nono, porque a corrida é disputada às 14h. Não tenho a confiança que gostaria nas curvas rápidas”, indicou.
 
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Entre as fábricas rivais, a Yamaha é quem vem na sequência, com Maverick Viñales fechando o dia com o sexto tempo, 0s203 atrás do líder. Fabio Quartararo ficou em oitavo, com Franco Morbidelli em 11º e Valentino Rossi só em 16º.
 
Vice-líder do campeonato, Rossi não fez um balanço positivo do primeiro dia, mas não conseguiu apontar um problema em especial.
 
“Foi um dia difícil, porque sabemos que aqui em Jerez nós sofremos um pouco”, disse Rossi. “Nos últimos anos, não fomos muito rápidos, mas esperávamos que pudéssemos ser um pouco melhores do que no ano passado, já que modificamos a moto, algo que ajudou nas primeiras três corridas”, comentou.
 
“Além disso, como novo asfalto, esperávamos que pudéssemos ser mais competitivos, mas o dia foi difícil. Tentamos algumas coisas diferentes de tarde, mas, de novo, não fui rápido e meu ritmo não é fantástico”, apontou. “Estou bem atrás na tabela e estamos um pouco encrencados, não somos fortes. Parece que o casamento entre a M1, os pneus e a pista não é fantástico”, reconheceu.
 
“Mas, de qualquer forma, é só sexta-feira. Temos muitas coisas para tentar e precisamos trabalhar o mais duro possível, já que vai ser difícil, mas precisamos tentar fazer o melhor”, alegou. “Para mim, é difícil dizer precisamente o problema. A diferença é a combinação dos pneus, da moto e da pista. A moto está como em Austin, os pneus são como em Austin, mas aqui tudo é mais difícil. Tenho um problema em especial, mas no geral. Infelizmente, nosso ritmo não é forte o bastante para ficar com os caras da ponta no momento”, admitiu.
 
Ao contrário do #46, Viñales apareceu mais animado com a performance desta sexta-feira.
 
“Foi um dia bem bom, mas, especialmente no TL2, só pude fazer duas boas voltas, então não teve tempo para entrar no ritmo e me acostumar com a moto. Vai ser importante fazer voltas amanhã, entender os pneus e qual será o acerto para a corrida”, declarou Maverick. “Nós temos alguns problemas, então precisamos seguir trabalhando para tentar resolvê-los para amanhã. As condições de pista mudaram muito entre o primeiro e o segundo treino, então não tenho certeza do esperar amanhã. Acho que o acerto perfeito para o TL3 não será bom para a classificação, porque as temperaturas mudam demais, mas vamos fazer nosso melhor”, encerrou.
 
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