Redding admite surpresa com teste na Ducati e vê futuro em aberto, mas descarta chance em time fábrica

Scott Redding admitiu que ficou surpreso com o convite da Ducati para testar GP12 no circuito de Mugello. Britânico acredita em chance de chegar a MotoGP, mas descartou vaga no time de fábrica ao lado de Nicky Hayden

Scott Redding participou na semana passada de dois dias de testes com a Ducati no circuito de Mugello. O britânico fez uma avaliação positiva da atividade e segue confiante de que poderá ter uma chance na categoria rainha do Mundial de Motovelocidade já na temporada de 2013.

Em entrevista ao site de um de seus patrocinadores, o piloto da Marc VDS contou como soube do convite da fábrica de Borgo Panigale para o exercício na pista italiana.

“Logo depois da corrida de Mugello, Micahel (Bartholemy, chefe da Marc VDS e agente do piloto) disse: ‘Eu tenho um presente para você’ e quando ele me contou eu apenas sorri e pensei ‘bom, parece tudo arrumado, então vou ter de ir lá. É onde está o próximo desafio’”, contou.
 

Redding não acredita em vaga no time de fábrica da Ducati (Foto: Marc VDS)


Redding explicou que durante a temporada procura se concentrar nas corridas e não se preocupar com o futuro, mas admitiu que ficou lisonjeado com o convite dos italianos.

“Quando eu estou correndo, só quero me concentrar nesta temporada e então eu não me preocupo muito com o que pode acontecer no ano que vem”, falou. “Estou ciente dos rumores, mas não presto muita atenção nisso até que alguma coisa aconteça, então assim que essa oportunidade surgiu, certamente foi interessante saber do interesse da Ducati em mim, o que é importante para o meu futuro”, avaliou.

Questionado sobre como se sentiu ao sair dos boxes pela primeira vez em cima da GP12, Scott contou que não sabia o que ia acontecer e inicialmente pensou que a moto não fosse tão rápida.

“Eu não tinha ideia do que ia acontecer, mas eu estava andando no pit-lane com o limitador ligado pensando: ‘Eu estou em uma moto da MotoGP e não tenho ideia do que esperar’”, detalhou. “Foi um verdadeiro abrir de olhos. Comecei a acelerar e pensei ‘bom, não é assim tão rápida’, mas percebi os sistemas anti-wheelie e de controle de tração”, contou.

“A primeira vez que passei pela reta principal e passei da quinta para a sexta marcha e acelerei completamente, é aí que você percebe o quão rápida realmente é”, considerou. “É como estar sentado em um foguete!”, comparou.

O piloto da Moto2 contou que não esperava encontrar muitas diferenças entre as duas motos, mas disse ter ficado surpreso com a quantidade de coisas que podem ser modificadas no protótipo da classe rainha.

“Eu estava esperando que a maioria das coisas fossem ser parecidas, mas o que eu não esperava é quantidade de coisas que podem ser modificadas, mesmo curva a curva, como o freio motor, o controle de tração. Tudo pode ser modificado minuto a minuto”, relatou. “Existem três mapeamentos do motor configurados que podem ser modificados enquanto você está na moto, mas eu estava simplesmente concentrado em tentar entender a moto ao invés da eletrônica.”

Animado com a experiência, Redding contou que não sabe se fará outro teste com a esquadra vermelha. “Eles disseram que pode haver outro teste, mas eu não me envolvo muito nesse lado das coisas – eu só quero me concentrar na minha corrida, mas se eu ver Valentino ou Nicky no paddock, vou cutucá-los e dizer: ‘Ciao’.”

De acordo com alguns rumores, a fábrica de Borgo Panigale pretende licenciar uma de suas motos para a Marc VDS, já que a presença de Pramac e AB ainda são dúvidas para 2013.

“Acho que Marc (van der Straten) e o Michael estou negociando para licenciar uma moto para GP na próxima temporada, o que seria bom para mim porque poderia manter todo o time junto”, considerou. “Eu iria amar ir para a MotoGP porque o meu peso é muito mais adequado, mas se não puder ter uma moto competitiva, não há motivo. Eu quero ser competitivo e não ficar rodando atrás”, continuou.

“CRT não vai acontecer para mim. Não há um campeonato para isso, é só uma coisa temporária que, na minha opinião, irá desaparecer em alguns anos.”

Scott, no entanto, não acredita que possa assumir uma vaga no time de fábrica caso Valentino opte por deixar a equipe. “Não acho que uma moto de fábrica esteja sendo negociada porque eles ainda estão tentando desenvolver mais a moto e não iriam procurar um piloto da Moto2 para isso”, concluiu.

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