Restrição de ruído barra teste, e Michelin leva pneus extras para Sachsenring para evitar surpresa com novo asfalto

A Michelin teve de trabalhar as cegas para o GP da Alemanha deste fim de semana, uma vez que restrições de ruído impediram a fábrica francesa de testar o novo asfalto de Sachsenring. Assim, a fornecedora única ampliou para quatro as opções de slicks dianteiros e traseiros

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A Michelin precisou preparar um plano de contingência para o GP da Alemanha deste fim de semana. A fábrica francesa não teve chance de testar em Sachsenring após o traçado de 3.617 metros ser completamente reasfaltado.
 
Assim, a Michelin decidiu levar um tipo extra de pneus slicks dianteiro e traseiro para os pilotos usarem ao longo dos três dias, elevando para quatro o número de opções. Normalmente, os competidores têm três tipos de pneus disponíveis.
 
Por se tratar de um circuito localizado em uma região residencial e comercial, a Michelin não pôde fazer um teste prévio na pista da Saxônia devido às restrições de barulho.
Sachsenring foi completamente reasfaltado (Foto: Michelin)
Diretor-técnico da Michelin, Nicolas Goubert explicou que a montadora “tentou tudo” para fazer um teste antes do GP deste fim de semana, mas não conseguiu driblar os impedimentos. De acordo com o dirigente, a preocupação não é com o desgaste da borracha, mas sim com o aumento de temperatura resultante da maior aderência.
 

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Em 2013, ainda nos tempos da Bridgestone como fornecedora única, o Mundial viveu uma situação inusitada em Phillip Island, com os pilotos sendo forçados a trocar de moto em meados da disputa já que nenhum dos pneus disponibilizados pelos japoneses resistia à distância completa da prova no novo asfalto australiano.
 
A pista localizada em Oberlungwitz tem um desequilíbrio considerável na distribuição de suas 13 curvas, com apenas três delas para a direita. Assim, todos os pneus terão configuração assimétrica, com a borracha mais dura colocada do lado esquerdo.
 
O composto dianteiro extra alocado pela Michelin será de uma borracha média. Assim, os pilotos poderão escolher entre um tipo de pneus slicks macio, um duro e dois médios. Para a traseira, o composto a mais será o duro. Portanto, a escolha será entre um tipo de macio, um médio e dois duros.
 
“Não fizemos testes. Nós fizemos de tudo para testar, mas, no fim, não foi possível por conta dos regulamentos de barulho e tal”, explicou Goubert à imprensa em Assen. “Nós acertamos com a Dorna que poderíamos ter uma especificação de pneu a mais. Mais um dianteiro e mais um traseiro para cobrir uma gama maior. Então este é o caminho para cobrir condições mais amplas”, considerou.
 
“Normalmente, quando a pista é reasfaltada, o nível de aderência é maior, então a temperatura do pneu é mais alta. Isso não afeta muito o desgaste. Nós coletamos essa informação e construímos alguns pneus, mas é um palpite educado”, explicou Goubert. “Phillip Island foi exatamente como eu disse. Eles tiveram problemas com a temperatura do pneu. Não com o desgaste. [Sachsenring] é muito assimétrica. No ano passado, nós vimos isso. Se você se lembrar da manhã de sexta-feira no ano passado, estava terrivelmente frio. Então vamos ver”, completou.
 
Chefe do programa de esportes a motor em duas rodas da Michelin, Piero Taramasso lembrou que Sachsenring é sempre desafiadora para os pneus, mas este ano ganhou um componente extra.
 
“Sachsenring é sempre um circuito exigente por conta de seu layout incomum, e este ano terá um desafio a mais por conta de sua superfície completamente nova”, comentou Taramasso. “Nós não temos dados em relação ao asfalto, uma vez que não foi possível testar lá por conta das restrições, então vamos um pouco às cegas”, admitiu.
 
“Estamos certos de que temos os pneus para trabalhar bem na nova superfície e preparamos os compostos com as informações que temos”, assegurou. “Os pneus slicks serão assimétricos para a dianteira e a traseira, com o lado esquerdo mais duro — como foram no ano passado —, para lidarmos com o design na pista”, anunciou. 
 
Além da preocupação com o desgaste do lado esquerdo, a fábrica também tem de levar em conta o lado direito, que perde temperatura entre uma curva e outra.
 
“As motos passam muito tempo do lado esquerdo nesta pista, e Sachsenring precisa de um pneu muito especial, com um lado direito que aqueça rapidamente, para garantir que os pilotos tenham uma boa tração a volta toda”, explicou. “Também é uma praça que pode ter um clima bem instável, como a corrida do ano passado mostrou, com a largada no molhado e a pista secando, então temos muitos tipos de pneus para serem usados nesta corrida para conseguirmos melhor performance”, completou.
 
Por conta do novo asfalto, as duas primeiras sessões de treinos da MotoGP foram aumentadas em dez minutos, passando dos 45 minutos tradicionais para 55.
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