MotoGP
05/10/2018 02:16

Rossi descarta romper contrato, mas admite dificuldade de motivação e pressiona Yamaha

Valentino Rossi tem ficado cada vez mais desacreditado com a fase da Yamaha. Ainda imerso na má fase de 2018, o italiano reconheceu que é difícil se manter motivado, mas que não cogita romper o contrato, com duração até 2020
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Valentino Rossi (Foto: Yamaha)
Valentino Rossi mostrou que sentiu o golpe da falta de competitividade da Yamaha. O italiano reconheceu que é difícil de seguir caso a fábrica japonesa siga com a falta de resultados e de bom desempenho pelos próximos dois anos de contrato.
 
A equipe bateu um amargo recorde em 2018: está na maior seca de vitórias de sua história na MotoGP. E a marca parece longe de ser quebrada, pois a Ducati e Honda ainda tem apresentado performance muito superior.
 
“É muito difícil continuar assim, eu disse a eles [Yamaha] também. Mas já assinei para os próximos dois anos, então irei correr nos próximos dois anos. Você precisa ter uma moto competitiva o suficiente para pensar desde o início que pode brigar pela vitória ou ao menos conseguir um pódio”, apontou.
 
“Infelizmente, esse não é o caso agora e precisamos mudar nossos objetivos: podemos brigar pela sexta ou sétima colocação. Também depende do que acontece na nossa frente. É muito difícil manter nossa motivação para dar o máximo”, continuou.
Valentino Rossi (Foto: Michelin)
O italiano deu declarações recentemente, dizendo torcer para que a seca de 23 corridas sem subir ao degrau mais alto do pódio seja uma motivação para que a Yamaha tenha uma reação como a de 2004.
 
“A situação é muito difícil, então não vai ser fácil de recuperar. O que me dá esperança é que não acredito que a Yamaha vá continuar assim por mais dois anos. Vamos torcer para que algo mude”, ressaltou.
 
“De minha parte, estou tentado de tudo para motivar a parte japonesa de nosso box, pois está claro que temos de ter uma maneira diferente de trabalhar, precisamos fazer mais. Já tentei falar com [gerente geral Kouichi] Tsuju e [líder de projeto Kouiji] Tsuya, mas nas próximas corridas teremos alguns caras grandes da Yamaha, então teremos que tentar fazer nosso melhor para melhorar”, encerrou.
 
Atualmente, Rossi sustenta a terceira colocação da classificação da MotoGP, com 150 pontos.