Rossi diz que questionou futuro após GP da Espanha “ruim demais para ser verdade”

Italiano voltou ao pódio da MotoGP no GP da Andaluzia após de um jejum de mais de um ano. Mudança para a SRT ainda não foi oficializada, mas o piloto da Yamaha fala abertamente que seguirá no grid em 2021

Valentino Rossi questionou o futuro na MotoGP após o GP da Espanha, abertura da temporada 2020 da MotoGP. O italiano reconheceu a sequência ruim na carreira e avaliou que o terceiro lugar conquistado no GP da Andaluzia serve como motivação.

Na primeira parte da rodada de Jerez de la Frontera, Rossi fez um fim de semana discreto, mas sequer completou a prova por conta de um problema com o motor da Yamaha. O #46, porém, era décimo no momento do abandono.

Dono de sete títulos na MotoGP, Rossi faz em 2020 a última temporada com a equipe de fábrica da Yamaha, mas já decidiu seguir no Mundial com a SRT, ainda que o anúncio oficial ainda não tenha acontecido.

Rossi no pódio (Foto: Yamaha)

No GP da Andaluzia, apesar de um calor de quase 40°C, Valentino se mostrou competitivo e voltou ao pódio pela primeira vez desde o GP das Américas de 2019. O #46 acabou em terceiro, fechando uma trinca da Yamaha com Fabio Quartararo e Maverick Viñales.

“Foi muito especial, porque semana passada foi muito frustrante, mas não só a última semana, foi a maior parte de 2019, com exceção de dois pódios no início da temporada”, disse Rossi. “Sempre tive os mesmos problemas, às vezes pior, às vezes um pouco melhor, mas fiz algumas corridas ruins”, admitiu.

“No fim, não desistimos e, desde a manhã de sexta-feira, fizemos algo diferente e já na terceira volta me senti melhor, senti uma moto melhor para mim, uma posição melhor nas curvas, algo mais para o meu estilo”, comentou. “Temos muito trabalho a fazer, melhoramos a moto, mas, com certeza, esse jogo é muito difícil, porque muitos pilotos são muito rápidos”, frisou.

Ainda, o italiano de Tavullia admitiu a frustração com a forma recente e contou que não estava se divertindo pilotando a YZR-M1.

“O resultado da semana passada foi ruim demais para ser verdade, ainda que eu seja velho, e eu pensei: ‘Pô, desse jeito, não’. Depois de corridas como a da semana passada ou como em Valência ou Aragão, quando chegamos muito mal, olhamos uns para os outros e não encontrávamos palavras”, relatou. “Dissemos ‘talvez seja hora de ficar em casa’. E, como eu já decidi correr no ano que vem, fiquei um pouco preocupado, pois não curti, não me diverti pilotando a moto”, continuou.

“E é muito frustrando, porque tenho sempre os mesmos problemas há muito tempo”, insistiu.

Questionado se já tinha se sentido desta forma, Rossi respondeu: “Sim. Quando eu corri com a Ducati em 2011 e 2012. Não sabia se estava no nível para continuar”.

“Mas tive sorte, pois a Yamaha me aceitou de volta e me deu mais dez anos de carreira, então é isso. É assim para todos os pilotos, Quando você não pilota a moto como gostaria e não faz os resultados, é fácil pensar que acabou, especialmente quando você é velho”, afirmou. “Então esse resultado é importante também por isso”, encerrou.

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