Rossi nega obsessão por décimo título, admite desejo de continuar e vê “todas as portas abertas” na Yamaha
Ciente da renovação precoce de Maverick Viñales, Valentino Rossi celebrou a permanência do companheiro de Yamaha, mas reiterou seu desejo de esperar um pouco mais para medir sua competitividade. Italiano avaliou que tem as portas abertas na casa de Iwata e disse que tem vontade de continuar
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No último ano de seu atual contrato com a Yamaha, Valentino Rossi vai ter de encarar com frequência perguntas sobre seu futuro no esporte. Nesta quarta-feira (24), não foi diferente.
Falando à imprensa em Madri após a apresentação no novo layout da YZR-M1, Rossi contou que não foi pego de surpresa pela precoce renovação do contrato de Maverick Viñales, mas reforçou que quer esperar um pouco mais para definir seu futuro.

Valentino Rossi quer esperar para definir futuro na Yamaha (Foto: Yamaha)
“Eu sabia da renovação de Viñales e estou feliz por ele”, disse Rossi. “Eu quero primeiro fazer o teste e depois decidir. Continuar me apetece. Vamos ver se somos competitivos e aí decidir”, seguiu.
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Ainda, o #46 deu uma leve alfinetada em Jorge Lorenzo, declarando que tem com Viñales uma relação diferente da que tinha com o ex-companheiro.
“Eu estou feliz de ele seguir na Yamaha. Eu me dou bem com ele. É um grande adversário e temos muito respeito fora. É diferente de Lorenzo”, apontou.
Ainda, Rossi afirmou que o décimo título não é uma obsessão, mas destacou que seu objetivo é ser mais rápido do que em 2017.
“Em 2015, eu lutei até a última corrida. O objetivo é ser mais rápido do que no ano passado”, resumiu. “Temos de ganhar mais corridas e chegar no pódio mais vezes. No campeonatos, veremos. Não é uma obsessão”, frisou.
Questionado sobre a renovação de seu contrato com a Yamaha, Rossi reiterou que quer primeiro ver sua competitividade.
“Nos últimos tempos, se fala sempre de dois anos. Veremos se vamos continuar, se um ou dos anos. Tenho todas as portas abertas”, contou. “No ano passado, depois da corrida, fizemos dois testes importantes. Provamos o chassi de 2016. Esclarecemos algumas dúvidas da temporada. Quero ver no sábado na Malásia se somos competitivos”, seguiu, se referindo aos testes da pré-temporada.
“Falei com Lin [Jarvis] faz dois ou três dias e ele me contou de Viñales. Eu disse a ele que quero esperar o teste e talvez três corridas. Somos positivos e otimistas. Não temos pressa. Veremos depois das primeiras corridas”, falou. “A cada ano é mais difícil, porque não sou tão jovem. Na realidade, foi muito similar nos últimos seis anos. Diferente de quando eu tinha 20 ou 25 anos, quando era mais fácil me recuperar. Nos últimos anos, me sinto em um nível similar no tema físico. É preciso trabalhar um pouco mais neste aspecto”, admitiu.
Indo para seu 23º ano no Mundial de Motovelocidade, Rossi contou que nunca determinou uma duração para sua carreira.
“Não pensei nunca em correr 23 anos. Eu não me colocava um limite. Isso é um pouco um peso, porque são muitos anos”, completou.
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