MotoGP

Rossi vê Yamaha “mais concentrada e motivada”, mas mantém pressão: “Três meses não bastam para recuperar”

Valentino Rossi alertou que a Yamaha precisa seguir trabalhando, já que não pode recuperar o atraso em relação à concorrência em apenas três meses. O italiano, no entanto, exaltou o empenho da marca dos três diapasões no trabalho com a YZR-M1
Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Valentino Rossi se mostrou otimista com o trabalho feito pela Yamaha nos últimos meses, mas acha que ainda é cedo para dizer que o atraso em relação às rivais foi recuperado. O #46 incentivou o time nipônico a seguir empenhado na evolução da YZR-M1.
 
Rossi fechou o primeiro dia de testes da pré-temporada no Catar com o quinto tempo, 0s553 atrás de Maverick Viñales. O multicampeão apontou melhoras na moto, mas avaliou que a Yamaha vai precisar de tempo para deixar para trás os problemas dos últimos anos.
Valentino Rossi apontou melhora, mas ainda quer mais da Yamaha (Foto: Michelin)
“Eu estou bem feliz, mais otimista, especialmente porque trabalhamos bem, e tem uma boa atmosfera dentro do time. E parece que a Yamaha está mais concentrada e mais motivada em comparação com os dois últimos anos”, disse Rossi. “Já em Sepang nós testamos algo que melhorou a moto. Algumas coisas melhoraram, outras não, mas isso é normal”, seguiu.
 
“Para mim, é um longo trabalho. Nós precisamos trabalhar muito duro. Três meses não bastam para recuperar o atraso. Mas a impressão não é ruim, podemos ser um pouco mais fortes do que no ano passado”, opinou. “Nós sempre sofremos um pouco com a aderência na traseira, e isso é muito importante nesta pista. Mas também a degradação do pneu. Nós sofremos muito no ano passado, especialmente nas últimas cinco voltas. E parece que conseguimos uma pequena melhora. Isso já é importante”, ponderou.
 
“Algumas coisas chegaram no primeiro teste, mas a Yamaha tem de continuar ao longo da temporada. Pois, nos últimos dois anos, nós começamos não tão mal, mas aí, mais para frente na temporada, as outras fábricas nos superaram”, lembrou.
 
Ao contrário de Sepang, onde o objetivo da Yamaha era avaliar os componentes desenvolvidos em Iwata, desta vez o time foca mais na preparação para o GP do Catar, prova de abertura da temporada.
 
“Nós focamos mais no acerto para a corrida. Não temos nada novo em comparação com a Malásia, mas sabemos que na Malásia era um trabalho diferentes, porque tínhamos muitas coisas novas para testar”, comentou. “Aqui, nós podemos nos concentrar mais no acerto da moto, porque temos de nos preparar para a corrida. Mas, ao mesmo tempo, nós temos de testar algumas coisas novamente, porque esta é uma pista diferente”, continuou.
 
“Então temos de reconfirmar o que entendemos em Sepang, mas trabalhamos especialmente no acerto da moto, e tentamos entender os pneus e tudo mais”, explicou.