Segurança e telemetria: como Goiás justifica investimento de R$ 250 milhões para MotoGP

Procurado pelo GRANDE PRÊMIO, o governo goiano explicou o investimento feito para receber a MotoGP no Brasil depois de 22 anos

O Governo de Goiás justificou o investimento de R$ 250 milhões para trazer o Mundial de Motovelocidade de volta ao Brasil após 22 anos. Inicialmente, o valor anunciado para as obras no Autódromo Internacional Ayrton Senna era de R$ 55 milhões, mas o governo explicou que o montante total aplicado para receber a etapa em Goiânia chega a R$ 250 milhões.

Questionado pelo GRANDE PRÊMIO, a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) informou que os outros R$ 195 milhões englobam o patrocínio para a etapa e os equipamentos que irão compor a infraestrutura permanente do autódromo.

O circuito terá um novo sistema de controle de prova e telemetria, além de elementos de segurança de pista, como os air-fence — barreiras de segurança infláveis usadas para absorver impactos de possíveis acidentes envolvendo os pilotos.

“Deste modo, o investimento global feito pelo Governo de Goiás, não só em obras, mas na reconstrução e modernização do Autódromo Internacional Ayrton Senna, é de aproximadamente 250 milhões de reais”, pontuou a gestão.

Autódromo de Goiânia vai receber a MotoGP em 2026 (Foto: Seel)

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Na quarta-feira (4), o governador Ronaldo Caiado e o vice-governador, Daniel Vilela, vistoriaram os últimos detalhes das obras do circuito. A etapa deve movimentar mais de R$ 860 milhões ao longo do fim de semana na cidade.

As obras de modernização do circuito contemplam a reconstrução e ampliação do paddock; modernização de arquibancadas, sala de imprensa e camarotes; construção de uma nova torre de controle e centro médico; reforma do setor de administração, bloco de apoio e depósito de materiais, resíduos e óleo. Além disso, os 3.825 metros da pista foram completamente reconstruídos e recapeados, com troca das barreiras de pneus, guard-rails e zebras.

A MotoGP correu pela última vez no país em 2004, no hoje extinto Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde então, o Grupo MotoGP Sports Entertainment ― a antiga Dorna ― já havia assinado outros dois protocolos de intenção — um para Deodoro e outro para Brasília —, mas nenhum deles avançou.

Esta, porém, não será a primeira vez que Goiânia vai receber uma etapa do Mundial de Motovelocidade. O Autódromo Internacional Ayrton Senna foi palco de etapas entre 1987 1989. Depois, a categoria chegou a passar por Interlagos, em 1992, antes de rumar para o Rio de Janeiro, onde correu durante uma década.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 20 e 22 de março, com o GP do Brasil, em Goiânia, para a 2ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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