FIM faz balanço positivo de evento teste em Goiânia: “Agora só falamos de detalhes”
Ao GRANDE PRÊMIO, Paul Duparc, diretor-esportivo da Comissão de Circuitos da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) fez um balanço positivo do evento teste realizado no fim de semana no Autódromo Internacional Ayrton Senna
Há 20 dias do GP do Brasil de MotoGP, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) olha com otimismo para o Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. Diretor-esportivo da Comissão de Circuitos, Paul Duparc falou ao GRANDE PRÊMIO e fez um balanço positivo da atividade preparatória para a segunda etapa do Mundial de Motovelocidade.
Ao longo do fim de semana, enquanto a MotoGP abria o campeonato na Tailândia, o traçado de Goiânia recebeu o ‘Desafio de Campeões’, um evento especial que faz parte do processo de homologação da pista, já que contou com a participação de fiscais, socorristas, direção de prova e todos aqueles que vão atuar durante a passagem do Mundial de Motovelocidade por Goiás.

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A atividade colocou na pista pilotos das categorias R3, GP600, GP1000 e GP1000 Light, que integram o calendário nacional, para colocar à prova a estrutura do novo traçado, que foi completamente reformado para receber o MotoGP, Moto2 e Moto3.
Em contato com o GRANDE PRÊMIO, Duparc classificou o exercício como “essencial” e destacou que a entidade está “muito otimista”.
“Neste fim de semana, aproveitando a oportunidade da etapa brasileira, nós enviamos dois oficiais da FIM para orientar os fiscais de pista, avaliar o circuito e treinar o diretor de prova”, disse Duparc ao GP. “Este exercício era essencial, pois eles perceberam alguns pontos que podem ser melhorados, mas eles ficaram muito positivos e otimistas. Agora, estamos falando apenas de detalhes… Detalhes importantes, sem dúvida”, seguiu.
“Então, neste momento, estamos muito otimistas”, completou.
O GP apurou que parte dos fiscais de pista que vão atuar durante o GP do Brasil de MotoGP são os mesmos que trabalham o GP de São Paulo de Fórmula 1. No total, cerca de 400 pessoas vão agir no controle da corrida, inclusive na direção de prova. Destas, cerca de 60 serão levadas da capital paulista.
A equipe médica que vai atuar no GP do Brasil será chefiada pelo Dr. Dino Altmann, que também trabalha na etapa da F1, atuando em conjunto com o Dr. Marcos Kawasaki, que é diretor-médico da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo).
O governo de Goiás está investindo R$ 55 milhões nas obras de modernização do circuito, que contemplam a reconstrução e ampliação do paddock; modernização de arquibancadas, sala de imprensa e camarotes; construção de uma nova torre de controle e centro médico; reforma do setor de administração, bloco de apoio e depósito de materiais, resíduos e óleo. Além disso, os 3.825 metros da pista foram completamente reconstruídos e recapeados, com troca das barreiras de pneus, guard-rails e zebras.

Um estudo do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos apontou para uma movimentação financeira superior a R$ 898 milhões com a realização do GP do Brasil.
Na semana passada, porém, o Procon de Goiás confirmou que notificou 25 hotéis por preços abusivos durante o fim de semana da prova. No início de dezembro, o GRANDE PRÊMIO publicou um levantamento mostrando valores que tinham saltado mais de 1.400% na esteira da corrida em comparação com a semana seguinte ao evento. O órgão que faz parte da Secretaria de Segurança Pública encontrou um pacote para três dias de hospedagem sendo comercializado a R$ 8.955.
A MotoGP correu pela última vez no país em 2004, no hoje extinto Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde então, o Grupo MotoGP Sports Entertainment ― a antiga Dorna ― já havia assinado outros dois protocolos de intenção — um para Deodoro e outro para Brasília —, mas nenhum deles avançou.
Esta, porém, não será a primeira vez que Goiânia vai receber uma etapa do Mundial de Motovelocidade. O Autódromo Internacional Ayrton Senna foi palco de etapas entre 1987 e 1989. Depois, a categoria chegou a passar por Interlagos, em 1992, antes de rumar para o Rio de Janeiro, onde correu durante uma década.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 20 e 22 de março, com o GP do Brasil, em Goiânia, para a 2ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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