Stoner indica que presença na Honda fez Márquez se sentir ameaçado: “Alguém não queria que eu estivesse ali”

Casey Stoner, duas vezes campeão da MotoGP, falou sobre sua passagem como piloto de testes da Honda e afirmou que Marc Márquez se sentia ameaçado por ele dentro da equipe. O australiano agora trocou a marca japonesa pela Ducati, equipe pela qual vai testar e ajudar a desenvolver a moto de 2016

Bicampeão da MotoGP, Marc Márquez se sentiu ameaçado por Casey Stoner na Honda. Quem garante é o próprio australiano, que desempenhava até o ano passado o papel de piloto de testes da marca nipônica. 
 
Stoner se retirou da classe rainha no fim de 2012, abrindo espaço para a estreia da promessa espanhola, mas continuou ligado à fabricante nipônica. Agora, Casey trocou a Honda pela Ducati, equipe pela qual obteve seu primeiro título na MotoGP. Com os italianos, o australiano vai ser o embaixador da marca, além de ajudar no desenvolvimento da moto de 2016. 
 
Mas falando sobre a relação com a empresa da asa dourada, Stoner afirmou que a equipe não usou todo seu potencial, em parte como forma de acalmar Márquez. "Não é o mesmo", disse Casey ao ser questionado sobre seu papel agora na Ducati.
Casey Stoner e Marc Márquez (Foto: Repsol)
"Na Honda, eu apenas testava ocasionalmente, não tinha outra função e, para falar a verdade, eles nunca aproveitaram o meu potencial. Acho que Márquez e sua equipe se sentiram ameaçados por mim. Não sei por que motivo, mas isso era o que eu sentia", completou o bicampeão à publicação ‘Motosprint’.
 
"Eu estava na Honda para fazer alguns testes, para tentar coisas novas que poderiam ser transferidas para as motos dos titulares, quer dizer, eu estava lá para ajudar Marc. Mas também é verdade que eles têm de ouvir o piloto número 1", emendou o australiano de 30 anos.
 
"De qualquer forma, não tenho nenhum rancor da Honda. Na verdade, tenho grande respeito por Shuhei Nakamoto [diretor-executivo da HRC]. Por isso, estou certo de que a nossa relação não mudou e vai continuar muito bem", acrescentou.
 
Stoner chegou a ser cogitado para substituir Dani Pedrosa em 2015 nos GPs dos EUA e da Argentina, quando o espanhol ainda se recuperava de uma lesão no braço, mas a Honda optou mesmo por colocar o reserva Hiroshi Aoyama. A decisão surpreendeu o piloto australiano.  "Naquele momento, eu fiquei um pouco confuso", contou.
 
"Eu sentia que era alguém valioso para a Honda. Quando eu cheguei, em 2011, eu ganhei o título imediatamente, depois de muito tempo em que a Honda esteve longe do topo. Eu estava pronto para andar em Austin. Nakamoto me disse que ficou arrependido, mas que havia assumido a responsabilidade pela decisão diferente que tomou."
 
"Na verdade, eu achei que algumas pessoas haviam colocado muita pressão em cima dele para que eu não corresse. Alguém não queria que eu estivesse ali", revelou Stoner.
 
Mesmo fora das pistas desde 2012, Casey entendeu que não havia razão para que a equipe demonstrasse tanta cautela quanto ao seu possível desempenho. "Eu sabia que tinha a velocidade necessária para substituir Dani, ao menos de forma adequada. Durante os testes em fevereiro, na Malásia, andei em um ritmo muito próximo ao da corrida. Quero dizer, era um bom ritmo, bom o suficiente para permanecer perto dos líderes", explicou o bicampeão. 
 
"Basicamente, o ritmo que Dani apresentou na corrida que venceu em 2015", concluiu.
Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!