Tech3 cita “grande desafio” com chegada da KTM, mas diz que “tem quem pense que cometemos um erro”

Hervé Poncharal tem pregado a cautela no início de 2019. O chefe da Tech3 afirmou que a chegada da KTM vai exigir muito trabalho duro por parte da equipe, mas já admitiu que muitas pessoas têm questionado a decisão

A Tech3 vai ter que enfrentar um longo processo de trabalho duro para 2019 com a saída da Yamaha e chegada da KTM. Inclusive, Hervé Poncharal, chefe da equipe, já afirmou que muitas pessoas têm duvidado do time por conta dos primeiros resultados nos testes pós-temporada.
 
Na última temporada, a esquadra francesa terminou a classificação em sexto somando 204 pontos. Nas 18 etapas disputadas, subiu três vezes no pódio e saiu duas vezes da pole-position, todos os resultados conquistados por Johann Zarco.
 
Entretanto, para o campeonato que se aproxima, além de ver o piloto francês mudar para a equipe de fábrica da KTM e ter a chegada de Miguel Oliveira, também terminou seu acordo com a Yamaha e assinou com marca austríaca.
 
Após resultados pouco expressivos nos testes pós-temporada, em Valência e Jerez de la Frontera, Poncharal afirmou que já está lidando com comentários negativos sobre a troca. “Esse é um grande desafio para mim e toda a equipe. Você sabe, muitas pessoas estão dando risada, pensando que cometemos um grande erro”, falou em entrevista ao site ‘Crash.net’.
Hervé Poncharal (Foto: Sebas Romero/KTM)

“Muitos caras na mídia, mas também que nos seguem normalmente estão perguntando, até mesmo em Valência após apenas dois dias com tempo de pista limitado por conta do tempo, ‘você está decepcionado? Você se arrepende de sua escolha?’”, completou.
 

“Alguns estão sorrindo, rindo, dizendo ‘boa sorte, meu amigo’. Coisas assim. Mas é apenas o começo, precisamos entender um monte de coisas. Então precisamos seguir calmos, trabalhar duro, respeitar nossos parceiros e tentar entregar o que eles esperam de nós”, apontou.
 
“É claro, eu gostaria que meus pilotos estivessem cinco posições acima, mas precisamos nos controlar. Agora, não podemos jogar o jogo do tempo de volta. Pode parecer chato, mas precisamos trabalhar”, emendou.
Hervé encerrou dizendo que até mesmo ele ficou em dúvida se estava tomando a direção correta com a equipe, mas mostrou satisfação com o acordo até o momento. “Essa foi uma decisão que pensei muito sobre. Você não termina uma parceria como a que tínhamos com a Yamaha, que durou 20 anos, sem pensar ‘isso é um erro? É a decisão certa?’", disse.

"Mas o que encontrei com nossos novos parceiros foi muito animador e, após apenas alguns dias juntos, é exatamente o que pensei que seria”, explicou.
 

“É uma coisa, como piloto, mas ainda mais como equipe, entrar em um projeto que já está vencendo e outro que você sente onde vai, com toda humildade, ajudando um novo projeto a crescer e melhorar. Estamos felizes. Temos muitas novas caras em nossos boxes. KTM também empregou muita gente nova para ajustar essa nova operação”, encerrou.

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