“Uma pena” e “saúde em primeiro lugar”: MotoGP reage a mudanças por coronavírus

Na esteira do cancelamento da etapa da MotoGP no GP do Catar e do adiamento do GP da Tailândia, pilotos e dirigentes lamentaram a mudança na programação do Mundial de Motovelocidade. Modificações foram necessárias por conta do surto de coronavírus

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Ainda é cedo para saber quando a temporada 2020 do Mundial de Motovelocidade vai, efetivamente, começar. No último domingo, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) anunciou que a classe rainha não estará no GP do Catar, já que o governo passou a exigir uma quarentena de 14 dias para italianos ou pessoas que passaram pela Itália nas últimas duas semanas por conta do surto de coronavírus. Nesta segunda-feira (2), a entidade confirmou o adiamento do GP da Tailândia.

 
Com as duas primeiras provas alteradas, a programação do Mundial fica em aberto. A então terceira parada está agendada para 5 de abril, com o GP das Américas. Até aqui, os Estados Unidos não colocaram barreiras à entrada de italianos, mas isso pode mudar a qualquer momento.
 
Apesar da decepção por não poderem iniciar o campeonato, pilotos e dirigentes se mostraram compreensivos com a situação. 
Álex Rins (Foto: Suzuki)
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GRANDES PROMESSAS QUE NÃO VINGARAM

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Chefe da Suzuki, Davide Brivio lembrou que alguns integrantes do time permaneceram no Catar após o teste em Losail justamente por conta das preocupações com o coronavírus. Importante ressaltar, aliás, que Moto3 e Moto2 só poderão correr por já estarem no Catar em decorrência dos testes da pré-temporada.
 
“Obviamente, é uma grande pena ter de cancelar essa primeira corrida da temporada, já que estávamos todos prontos para começar, assim como os fãs”, lamentou Brivio. “Alguns dos integrantes da nossa equipe ficaram no Catar depois dos dias de testes, já que estávamos cientes da seriedade do surto. Mas, no momento, o mais importante é a segurança das pessoas, e nós temos de respeitar a decisão tomara pelas autoridades locais e pelos responsáveis pela MotoGP”, seguiu. 
 
“É um momento delicado e estranho para todos ao redor do mundo e nós precisamos encarar as coisas corrida a corrida no momento e ver o que acontece nas próximas semanas. Gostaria de desejar boa sorte aos que vão correr em Moto2 e Moto3 no próximo fim de semana, e espero que possamos voltar à pista em breve”, completou.
 
Diretor da Yamaha, Massimo Meregalli seguiu a linha do colega e ressaltou que o não cancelamento da MotoGP no Catar teria sérias implicações.
 
“É uma situação única e difícil, em muitos aspectos. Claro, nós todos estamos muito decepcionados por não podermos começar a correr neste fim de semana, que é o que nós mais gostaríamos de fazer. Nós também lamentamos pelos fãs, a quem temos de pedir que sejam pacientes por mais um tempo antes que possamos começar a temporada 2020 da MotoGP na classe rainha. Mas, infelizmente, dadas as circunstância, a FIM, a IRTA e a Dorna não tiveram escolha”, reconheceu. “Se tivessem mantido a categoria MotoGP para o GP do Catar, então uma boa parte da nossa equipe, e até mesmo do paddock, não poderia comparecer ao evento, o que resultaria em todos os tipos de problemas, desde logística e falta de pessoal, até pilotos incapazes de comparecer”, listou.
 
“A decisão de cancelar a categoria MotoGP, certamente, não foi tomada de forma leve, assim como o adiamento do GP da Tailândia também não foi fácil para o governo tailandês, mas a crescente preocupação com a disseminação do coronavírus deve ser levada muito a sério”, ponderou. “Ter de perder as duas primeiras etapas é o menos desejável, mas todos concordamos que a saúde e a segurança devem sempre vir em primeiro lugar. Como um time, respeitamos essas decisões e esperamos voltar à ativa em breve”, encerrou.
 
Forte ao longo da pré-temporada, Maverick Viñales lamentou as mudanças no calendário, especialmente por serem pistas em que contava ter um bom desempenho.
 
“É uma pena que o GP do Catar tenha sido cancelado para nós e que o GP da Tailândia tenha sido adiado, porque são pistas de que realmente gosto e acho que somos muito fortes lá. Nós terminamos o teste do Catar muito confiantes, então eu estava impaciente pela primeira corrida”, assumiu o #12. “Também lamento pelos fãs no Catar e na Tailândia, que devem estar desapontados. Mas eu entendo totalmente a situação critica que estamos vivendo com o coronavírus. Nós só esperamos que a situação volta ao normal o mais cedo possível para que possamos começar o Mundial”, sublinhou.
 
Mais experiente entre os pilotos do grid, Valentino Rossi também lamentou a situação. O #46, aliás, seria um dos barrados para entrar no Catar.
 
“É realmente uma notícia ruim. Uma pena… Depois de passarmos o inverno treinando, já estávamos prontos para começar a temporada, tanto física quanto psicologicamente”, comentou o italiano de Tavullia. “Depois do teste no Catar, eu realmente queria começar a primeira corrida. O cancelamento da categoria MotoGP no Catar é difícil de engolir, também para os fãs, porque agora não sabemos quanto teremos de esperar antes de podermos correr. Certamente será um longo período, considerando que o próximo GP, na Tailândia, foi adiado para todas as categorias. Espero que tudo melhore nas próximas semanas”, concluiu.

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