MotoGP

Viñales vence primeiro round e sai em vantagem na briga com Rossi pelo 3º lugar no campeonato

Com a primeira pole desde o GP de Aragão de 2017, Maverick Viñales saiu vitorioso no primeiro round do confronto com Valentino Rossi pelo terceiro lugar no campeonato de 2018-11-17
Warm Up / JULIANA TESSER, de São Paulo
 Viñales e Rossi (Foto: Yamaha)
Maverick Viñales começa com vantagem a disputa pelo terceiro lugar no campeonato de 2018. Apenas dois pontos atrás de Valentino Rossi na classificação da MotoGP, o #25 já tinha avisado que ia arriscar tudo para passar o companheiro de Yamaha na tabela do Mundial e neste sábado (17) deu um passo importante com a primeira pole-position desde o GP de Aragão do ano passado ― o espanhol largou na frente em Austin nesta ano, mas por conta de uma punição a Marc Márquez. 
 
No que foi praticamente o primeiro treino completamente com pista seca do fim de semana, Viñales e Rossi tiveram de passar pelo Q1, mas apenas o mais novo dos pilotos conseguiu avançar para a fase final. No Q2, Maverick fez a melhor de suas oito voltas em 1min31s312 e conquistou a posição de honra no grid do circuito Ricardo Tormo com 0s068 de margem para Álex Rins, o segundo colocado.
 
Rossi, por sua vez, fez a melhor de suas nove voltas no Q1 em 1min32s452 e, 1s140 mais lento que o tempo da pole, ficou apenas em 16º.
Dono da pole, Viñales sai na frente na briga pelo 3º lugar no Mundial (Foto: Yamaha)
Depois da boa fase da Yamaha nas etapas disputadas entre Ásia e Oceania, Viñales e Rossi mostraram bom ritmo com a pista molhada, mas o italiano acabou ficando para trás com o piso seco. Para domingo, porém, a previsão é de chuva.
 
Apesar do bom resultado, Maverick não vê como único candidato a vitória e avalia que tem uma “grande tarefa” para domingo.
 
“Amanhã temo suma grande tarefa, mas hoje não podia ter sido melhor”, ponderou. “Mas, para a corrida, temos de melhorar a moto no molhado e eu como piloto. Se pudermos dar um pequeno salto com a eletrônica e o acerto, podemos pensar em fazer uma boa corrida”, seguiu.
 
“Seria impressionante poder fazer um pódio em casa. Vou dar o máximo para ver se posso brindar a torcida com uma boa corrida”, declarou. 
 
Questionado sobre os favoritos para a corrida deste domingo, Viñales montou uma listinha: “No molhado, Marc, Dovi, Petrucci, Miller, Johann. Vamos tentar surpreender no molhado e dar o máximo”.
 
Com previsão de chuva, Rossi espera uma prova difícil para poder se recuperar, mas nem por isso perdeu o senso de humor.
 
“Parece que a cada corrida tem só uma Yamaha que é rápida: foi a minha na Malásia e aqui é a de Maverick”, brincou Rossi. “Nunca tive boas sensações com a moto. Vou largar muito atrás, algo que é sempre complicado e ainda mais se chove muito, porque isso cria muito spray”, ponderou.
 
Terceiro no grid, Dovizioso citou um passo à frente da Ducati de ontem para hoje e celebrou a performance da Desmosedici em uma pista não muito fácil.
 
“De manhã, nós demos um passo à frente e foi como esperávamos. Mesmo assim, não tinha tanta água na pista e amanhã chover muito, não sabemos como vai ser”, declarou Andrea. “Estou contente, porque é difícil para nós Valência, mas este fim de semana está correndo bem. Eu cometi alguns erros e podia ter sido mais rápido, mas, pensando na corrida, não sabemos o quão competitivos somos, especialmente se chover muito”, frisou.
 
Indagado sobre a expectativa para uma corrida na chuva, Dovi respondeu: “Sinceramente, não sei. Não sei realmente o que posso esperar. Marcar esse tempo foi bom, me deu a primeira fila, mas 27 voltas aqui são muitas”.
Valentino Rossi não teve um sábado dos melhores (Foto: Yamaha)
“Do meu ponto de vista, Marc tem algo mais que o resto no seco, e, no molhado, vi que ele tinha um ritmo como o nosso, mas com um pneu usado e mais duro. Mas tudo pode acontecer em 27 voltas. Têm muitos pilotos rápidos e, se as condições de água na pista não são muito extremas, tem muita aderência, e nessas condições tudo pode acontecer”, previu.
 
Marc Márquez, aliás, terminou o dia dolorido depois de mais uma deslocar o ombro que vem causando problemas em uma queda ainda nos primeiros minutos do Q2. O #93, que vai passar por uma cirurgia em dezembro, conseguiu voltar para a pista e assegurou o quinto posto no grid, 0s130 atrás de Maverick.
 
“O ombro não está bem desde Motegi”, disse Márquez. “Tive azar, porque caí na primeira curva para a direita, embora não estivesse forçando. Evidentemente, não forcei ao máximo quando saí, porque não tinha muita confiança. A dor era forte, mas simplesmente tentei estar lá, me colocar em uma boa posição no grid. O problema é que eu caí com a moto número um”, relatou.
 
“Desta vez, o ombro foi para o lugar sozinho. É o que já saiu do lugar várias vezes. Percebi algo estranho, mas logo pude sair depois que os médicos viram que eu estava bem”, contou. “O problema é que nós não paramos e a lesão segue aqui. Por isso, vamos fazer a cirurgia em dezembro. É importante fazer o teste, porque [Cal] Crutchlow não está. O bom é que os músculos estão fortes. Se eu me sentisse instável, não estaria aqui. Eu me machuquei pilotando, por isso estou feliz que esta seja a última corrida. Estou aguentando com uma faixa nas últimas corridas”, revelou.
 
O #93, no entanto, se sente pronto para a corrida, quaisquer que sejam as condições do Circuito Ricardo Tormo. “Me sinto preparado tanto no seco quando no molhado”, avisou.