Yamaha assume que cogitou novato em caso de recusa de Rins para vaga de Morbidelli
Diretor da Yamaha, Lin Jarvis assumiu que um estreante na MotoGP não é o melhor para a marca dado o momento atual, mas contou que pensou em um piloto da Moto2 para substituir Franco Morbidelli em 2024
Diretor da Yamaha, Lin Jarvis sugeriu que Tony Arbolino era o plano B caso Álex Rins recusasse a vaga de companheiro de Fabio Quartararo para a MotoGP 2024. O dirigente reconheceu, entretanto, que um estreante não é a melhor opção para o atual momento da YZR-M1 na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.
A marca dos três diapasões foi a única entre as construtoras da MotoGP a entrar em 2023 com um piloto no último ano de contrato. Apesar de ter cogitado manter Franco Morbidelli, a equipe optou por contratar Rins para formar dupla com o campeão de 2021.

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Assim, Rins, que vai deixar a LCR na metade de um contrato de dois anos com a HRC — que tinha uma cláusula de saída para o caso de oferta de uma equipe de fábrica —, terá a missão de ajudar o francês de Nice a conduzir a reação de Iwata, que hoje é a última na classificação do Mundial de Construtores.
Jarvis elogiou o vice-líder da Moto2, mas assumiu que a Yamaha precsa agora de alguém com experiência.
“Sim, tínhamos um plano B”, disse Jarvis ao site italiano GPOne. “Arbolino está amadurecendo bem e poderia ser uma escolha para o futuro”, seguiu.
“Mas nós não queríamos um estreante, não é o momento para nós”, assumiu. “Precisamos de um piloto que traga experiência. No entanto, não sabemos quem será melhor entre Morbidelli e Rins. Escolher um piloto é sempre uma aposta. Não há garantias, mas era hora de fazer uma mudança na equipe e também é bom para Franky, que terá uma nova motivação”, ponderou.
Ainda, Jarvis exaltou o “talento natural” de Rins e apontou que o espanhol é “capaz de coisas sensacionais”.
“Ele é um verdadeiro lutador. Joan Mir é eficiente e rápido, mas só venceu um GP”, comentou Lin. “Álex tem mais talent natural e, às vezes, é capaz de coisas sensacionais”, continuou.
“Não vamos esquecer que ele é o único piloto não-Ducati a vencer um GP [em 2023]. Ele venceu com a Suzuki e, este ano, com a Honda. Ele tem uma atitude positiva e experiência com motor de quatro cilindros em linha. E ele realmente quer estar conosco”, concluiu.
A MotoGP retoma suas atividades no fim de semana do dia 20 de agosto, com o GP da Áustria, a ser disputado no Red Bull Ring. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das satélites Moto2, Moto3 e MotoE.
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