Zarco vê “sofrimento” perto do fim e celebra feedback que descarta busca por Yamaha

Johann Zarco avaliou que o fato de Dani Pedrosa ter oferecido um feedback parecido com o seu a respeito da RC16 serve para mostrar que ele não estava tentando transformar a KTM em uma Yamaha. O francês ressaltou que o novo piloto de testes do time jamais guiou uma YZR-M1

Johann Zarco não podia estar mais feliz com a contratação de Dani Pedrosa. Na visão do #5, o espanhol ajudará a colocar fim no classificou como “seis meses de sofrimento”, já que seu feedback é uma evidência de que ele não estava tentando transformar a RC16 em uma Yamaha.
 
Depois de se destacar com a Tech3, Zarco vem apresentando muito mais dificuldades com a KTM e, até aqui, soma apenas 16 pontos, só quatro a mais do que Miguel Oliveira, o debutante piloto da escuderia de Hervé Poncharal. 
 
Johann Zarco está bem feliz com o feedback de Dani Pedrosa (Foto: KTM)
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No entanto, depois do atraso causado por uma inesperada fratura de clavícula, Pedrosa voltou a testar a KTM e ofereceu um feedback que Johann acredita ser similar ao que vinha dando.
 
“Me ajuda que esses comentários agora sejam levados muito mais em consideração do que antes”, disse Zarco. “Pois antes achavam que, se eu dizia algo, era porque estava querendo uma moto da Yamaha”, seguiu.
 
“Mas eu só quero fazer uma boa moto. E quando Dani diz a mesma coisa é ótimo, porque ele nunca guiou a Yamaha, então isso significa que os meus comentários são para tornar a moto melhor, mas não uma moto da Yamaha”, ponderou. 
 
Confrontado com o fato de estar sorrindo ao falar dos comentários de Pedrosa, Johann justificou: “foram, talvez, seis meses de sofrimento. Agora eu espero que possa respirar um pouco mais”.
 
Além de ter conseguido em Barcelona seu melhor resultado com a KTM ― um décimo lugar ―, Zarco também esteve no teste coletivo no traçado catalão e, depois, em uma atividade privada da KTM.
 
“Comparando com o teste que fiz em Jerez no início da temporada, foi o mesmo plano ― fim de semana completo de corrida, além da segunda e quarta-feira. Fiquei bem cansado, porque eu estava sempre lutando com a moto”, relatou. “Em Barcelona, eu consegui um tempo de volta melhor e consegui manter uma boa energia até o fim da quarta-feira, então esses são pontos positivos que me ajudam a manter a consistência. E acho que manter a energia é chave para fazer uma boa base para a moto e aí avançar”, concluiu.

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