Bia Figueiredo volta e fala em exposição “criminosa” com nome envolvido em escândalo

Bia Figueiredo se defendeu das acusações de envolvimento no desvio de R$ 9 milhões. A pilota estava afastada das redes sociais desde meados de 2020

Vídeo publicado nas redes sociais da pilota.( Vídeo: Bia Figueiredo).

Bia Figueiredo reapareceu. A ex-pilota da Stock Car, que se viu no olho de um furacão após ter o nome envolvido em um caso de desvio R$ 9 milhões, postou vídeo em suas redes sociais após hiato de quase um ano.

Bia fez uma defesa das acusações que envolveram seu marido e seu sogro e falou em exposição “criminosa”.

Na publicação, a competidora reiterou que não tem nenhum tipo de envolvimento com o caso e que sua vida sempre foi dedicada ao automobilismo. “Vocês me acompanhavam e sabiam que a cada dia eu estava em uma cidade diferente, seja para atuar na minha área principal, como piloto de corrida, aqui no Brasil ou lá fora como pilota contratada ou como palestrante, testando carro para Youtube, para TV. Fazendo curso de direção defensiva, eventos e aparições para patrocinadores, enfim. Fiz milhares de atividades que eu fiz com muito carinho e sou completamente apaixonada. Tudo que eu conquistei na minha vida foi graças a carros e ao automobilismo. Eu já tinha ganhado notoriedade e minha independência muito antes de ser casada”, comentou.

Figueiredo também afirmou ter sido alvo de ataques e ameaças durante esse período ausente. “Recebi ameaças de morte, para mim, para minha família e até para o meu bebê. Sendo que eu nem faço parte desse processo eu nunca tive qualquer contato ou atuação na área da saúde. É uma área que eu desconheço por completo. Isso tudo eu estava entrando no nono mês de gravidez.”

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Bia Figueiredo (Foto: Duda Bairros/Vicar)

Entenda o caso

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), realizou em 2020 a operação Pagão, que cumpriu sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão expedidos contra 12 denunciados por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Os denunciados são integrantes da organização social de saúde Instituto dos Lagos Rio e são acusados de desviar mais de R$ 9 milhões dos cofres públicos estaduais. O caso envolveu o nome de Bia Figueiredo.

De acordo com a denúncia, o Instituto dos Lagos Rio, que tem como responsáveis Juracy Batista e o filho, Fábio Souza, respectivamente sogro e marido de Bia, teve empenhados em seu favor R$ 649 milhões entre os anos de 2012 e 2019, para a gestão de unidades de saúde do estado do Rio de Janeiro, “tendo comprovadamente desviado parte substancial dos valores”. A denúncia demonstra, ainda, que “a organização social sequer dispunha de aptidão para assinar contratos de gestão com o Estado, mas forjou sua capacitação técnica graças a obtenção de atestados técnicos falsos”.

Ainda, o desvio de dinheiro público se dava com o pagamento de valores superfaturados em favor de empresas, sob o pretexto da aquisição de produtos ou terceirização de serviços necessários ao atendimento das UPAs e Hospitais administrados pelo Instituto Lagos Rio.

Também segundo a denúncia do Ministério Público, a ação narra que as contratações de serviços e as aquisições eram direcionadas para empresas pré-selecionadas, controladas ou previamente ajustadas para o esquema.

Uma das empresas beneficiadas era a F71, que pertencia a Juracy e Fábio. A F71, segundo a investigação, transferiu um valor total de R$ 1.576.000 para a B3Três, empresa de Bia Figueiredo. A promotoria indicou que se trata de uma “empresa de papel” para ocultar os pagamentos feitos à F71, segundo reportagem da TV Globo, que revelou parte da denúncia à época.

Juracy e Fábio, segundo a investigação, tiveram papel central no comando da operação criminosa.

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