Chevrolet enfim vence na Stock Car, mas domínio da Toyota segue explícito

Uma vitória para o Toyota Corolla, uma vitória para o Chevrolet Cruze... Mas a rodada dupla de Londrina teve uma marca dominante, quando observados os dados de forma mais ampla

O autor deste texto arriscou ao escrever “Toyota segue 100%” no título da vitória de Rafael Suzuki na corrida 1 da Stock Car em Londrina. Afinal, a chance de tal estatística se esvair menos de uma hora depois era grande – e se confirmou, com o triunfo de Ricardo Maurício, que pilota o Chevrolet Cruze.

Mas isso não apaga o domínio explícito que o Toyota Corolla tem contra o carro da marca rival, por mais que a ideia de “equalização” seja constantemente pregada dentro da categoria. No momento, não está igual, e é difícil justificar o contrário.

Rafael Suzuki venceu de Corolla (Foto: Duda Bairros/Vicar)

No final de semana de rodada dupla no Paraná, válido pela quarta etapa do campeonato, as vitórias podem ter sido divididas, com uma para cada marca, mas os carros da Toyota brilharam quando se observa os dados mais amplos.

Um fácil, por exemplo: nos pódios, foram quatro Toyota, contra dois Chevrolet. Além da vitória de Maurício na corrida 2, só Gabriel Casagrande recebeu troféu, com o segundo lugar na prova inaugural, com o Cruze.

Gabriel Casagrande tem o Cruze na R.Mattheis (Foto: Duda Bairros/Stock Car)

Já o Corolla foi conduzido ao top-3 pelo já citado Suzuki, mas também por Thiago Camilo, terceiro na corrida 1, e Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet, na seguinte.

Outro piloto viu a bandeirada em posição de pódio, mas perdeu por punição de 5s. Adivinha? Sim, Bruno Baptista, que tem o Corolla na sua RCM.

O Corolla de Bruno Baptista (Foto: RCM)

Dentro do top-10 da corrida 1, a principal do final de semana, a Toyota colocou cinco carros – isso sem contar Ricardo Zonta, que terminou em 11° -, sendo que só possui oito no grid. Na seguinte, foram cinco entre os 12 primeiros, quase metade.

São posições importantes de serem comentadas pois quem pilota um Chevrolet Cruze teve direito aos dois pacotes de atualizações disponíveis no regulamento para quando uma marca está muito atrás da outra. E em uma pista, a de Londrina, com muitas curvas, o que em teoria ajudaria os Cruze, já que o Toyota leva clara vantagem em retas.

O Cruze de Daniel Serra (Foto: Renato Mafra/RC Eurofarma)

Mesmo assim, o jogo não foi virado – nem sequer empatado. O exemplo perfeito é a RC Eurofarma: equipe que vem de três títulos seguidos com Daniel Serra, mas que vê o piloto com dificuldades, apenas em 12° na classificação, e que ouve Maurício afirmar, mesmo após vencer, que não tem carro para lutar na corrida principal de uma etapa de rodada dupla.

Claro, apontar a diferença é fácil. Mas, nesse caso, qual a solução, se os pacotes de equalização não ajudaram tanto quanto o programado – ou sequer foram vistos como úteis? É o mistério que vai rondar a Stock Car por ao menos três semanas, quando ela volta às pistas em Cascavel.

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