Osman corrige “problema grave” e coloca Shell no top-5 em Londrina. Zonta tem dificuldades

A Shell teve os dois pilotos da Crown no top-10 do primeiro treino livre para a etapa de Londrina da Stock Car. Já o líder Ricardo Zonta sofre com o lastro em um primeiro momento

O primeiro dia de trabalhos da Stock Car em Londrina foi produtivo para a Shell e seus quatro pilotos – com destaque para Galid Osman, que fez o quinto melhor tempo desta sexta-feira (11), e também para Átila Abreu, outro a andar no top-10 do treino livre inaugural da etapa, a quarta da temporada.

Foi uma dia de evolução até mesmo para Gaetano Di Mauro, que ficou em 15°. O único com certa dificuldade foi Ricardo Zonta, curiosamente o líder do campeonato. Mas esta é fácil de explicar: ele andou com o lastro, e segue buscando entender a pista londrinense com 30 kg a mais no carro.

Para Osman, foi um dia de resolução de problemas – e isso fez com que ele ficasse a apenas 0s628 do líder Gabriel Casagrande: “Evoluímos bastante o carro de Interlagos para cá. Tínhamos um problema muito grave com a frente. Corrigimos tão bem esse problema, que agora o problema é na traseira. Mas a equipe está acertando bem a configuração e acho que teremos um carro competitivo para largar entre os oito, 10 primeiros”, disse o piloto da Crown/Shell.

“Os Corolla ainda têm uma vantagem. O pacote 2, que teoricamente era para liberar a altura do carro, para nós não muda nada, porque já estamos no limite de altura, não dá mais para baixar a traseira. Vai ser mais uma corrida difícil de bater os carros da Toyota – quem sabe a partir das próximas etapas a organização não dê uma mexida para equalizar melhor”, completou.

Átila Abreu em Londrina (Foto: José Mário Dias/Shell)

Abreu foi o nono colocado no dia – mas já encontrou não só uma solução, como um caminho para corrigir o detalhe que lhe tem tirado tempo: “Nós ficamos bem preocupados depois do shakedown e do começo do treino, mas era pneu usado, um pode ter sofrido um desgaste maior do que o outro. O carro saía muito de traseira, com muita dificuldade nas frenagens. Quando colocamos o pneu novo, o carro melhorou muito, me deu mais confiança, mas continua sendo traseiro. Nas freadas fortes, é onde continuo tomando mais tempo dos outros carros”, comentou.

“Crescemos no cenário, agora é coletar as informações do carro do Galid. Com os pacotes 1 e 2 da Chevrolet, o carro não melhorou muito. A asa pode ter feito efeito, mas não é algo como tira e coloca, falo apenas pela sensação do carro. Na questão de altura, não dá diferença por causa das zebras altas, você não consegue andar de carro baixo, não conseguimos explorar o que o pacote dá”, seguiu.

“O calor gera muita preocupação, porque em São Paulo o problema de temperatura de freio e carro foi equacionado, mas uma corrida foi na chuva e outra no frio, e Interlagos é uma pista grande, com retas longas, dá tempo de refrigerar. Aqui, as retas são estreitas, com muros dos lados, a temperatura está em torno dos 40°C na pista, não tem tempo de refrigerar. Preocupa muito o desgaste dos pneus, e no treino cada um anda sozinho, você não está numa fila na qual tem o problema exponencial de desgaste do carro. Mas é um problema que todos vão enfrentar”, concluiu o #51.

Ricardo Zonta vai como líder para Londrina (Foto: José Mário Dias/Shell)

Para o líder do campeonato, o dia foi de entender como levar o carro da RCM no calor londrinense, já que carrega o lastro de 30 kg: “Após esse primeiro treino, não sabemos por que as freadas estão tão difíceis. É preciso trabalhar e analisar os dados para ver o que está acontecendo, perdemos muita aderência.”

“A temperatura pode estar atrapalhando bastante, mas é para todos. Precisamos trabalhar para ver onde evoluir, nesse perfil no qual o lastro acaba interferindo bastante na pista para nós. Pode ser que o lastro esteja atrapalhando, pois não estávamos andando com ele e agora estamos. Mas perdi o grip do carro, não sei se pelo lastro ou pela temperatura”, completou.

Gaetano Di Mauro com o #11 (Foto: José Mário Dias/Shell)

Por fim, Di Mauro já encontrou no que focar para melhorar o desempenho na rodada dupla: “Parece que melhorou um pouquinho, na frente do carro, mas ainda tem bastante o que buscar. Teve algum problema no carro e não pude fazer um bom treino, mas agora é colher os dados e ver o que dá para melhorar no próximo treino e na corrida.”

“Com certeza quem cuidar mais do equipamento vai ter vantagem durante a corrida por causa do calor, e dá para ver que da primeira para a segunda volta já tem uma diferença grande. Então, quem conseguir cuidar melhor dos pneus e trabalhar bem o seu carro no fim de semana, vai fazer a diferença”, finalizou o mais jovem do quarteto.

A Stock Car volta no sábado, às 8h (de Brasília), para o segundo treino livre. A classificação começa às 11h15. O GRANDE PRÊMIO faz cobertura completa da quarta etapa da temporada.

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