Stock Car começa ano com boa audiência. Agora, é torcer para público gostar do caos

A Stock Car 2021 começou com caos. E com bom público. Uma coisa ainda não é relacionada a outra, mas pode ser no futuro: e isso é bom para a categoria

Ninguém liga para o que o jornalista que precisa noticiar corridas passa (e está tudo bem), mas é necessário registrar: o novo formato da Stock Car, em que uma corrida acaba e, na volta seguinte, outra começa, chegou cheio de caos, impossível de se trabalhar em paz. Mas, é aquilo: a categoria não vive do dinheiro de jornalistas (obrigado, porque senão…), e sim de mídia, de aparições, de patrocinadores. Então, as corridas coladas deram certo. Porque foi exposição de quem aposta na categoria o tempo todo, e com boa audiência.

“O que são corridas coladas?”, quem não assistiu à abertura da temporada 2021 da Stock Car em Goiânia pode perguntar. A resposta é: assim que a primeira acabou, os pilotos deram apenas um giro na pista, se posicionaram em seus novo locais do grid invertido, e pronto, já viram os semáforos apagarem novamente e largaram para a corrida 2. Se o carro de Marcos Gomes não sofre vazamento de óleo, forçando a entrada do safety-car, o público teria visto uma corrida de 45 minutos diretos – talvez o mais desatento nem percebesse que uma nova corrida havia começado.

Web Stories: conheça TODOS OS CARROS da Stock Car 2021
Web Stories: conheça TODOS OS PILOTOS da Stock Car 2021

Daniel Serra, Meinha e Ricardo Maurício: os vencedores e o chefe líder (Foto: Bruno Terena)

Este é um detalhe importante: a audiência foi boa. Segundo dados preliminares, o pico na Band foi de 2,4 pontos, com média de 1,8. Como o SporTV 2, outro canal que transmitiu, não costuma dar 1 ponto, sendo parte de pacotes de TV fechada, se tratou fatalmente de um aumento ao que a categoria está acostumada.

Só que se as corridas – ou, especificamente, a segunda – foram caóticas, será que este público vai se apegar à Stock Car? Vale a torcida da categoria para que sim. Daqui até 16 de maio, dia da segunda etapa, em Interlagos, a direção do campeonato pode argumentar com as empresas que têm interesse na categoria de que a exposição foi boa, e que nada indica que vai piorar.

Se Gaetano Di Mauro, ao fim desta etapa entre os quatro primeiros da classificação, precisa de patrocinadores para poder correr o restante do campeonato, ele também tem argumentos para potenciais marcas; tal como Guga Lima, que correu com o carro da Vogel em branco, sem apoio. Se aparecer para um bom público na Band é motivo para empresas gastarem dinheiro, todos que foram para a pista no último domingo venceram.

O grid em Goiânia (Foto: Bruno Terena)

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A partir de agora, o que a Stock Car precisa observar é se o formato vai ser de fácil entendimento pelo bom público; o público em si precisa ver se realmente curtiu a categoria; e os pilotos precisam analisar com calma as estratégias necessárias para triunfar neste modelo. A Band se deu bem com a aposta neste primeiro momento: e, na análise de agora, é o que importa.

Daniel Serra, o líder do campeonato, usou a própria câmera do canal para comentar o modelo: “Tem os lados positivos, tem os lados negativos”. É isso: por enquanto, foco no que deu certo. E torcida para que continue a dar.

O único derrotado no domingo foi o jornalista. Mas até aí, tudo bem: até ele se diverte se a corrida é boa, e se o caos ajuda a contar a história vista na TV.

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