Monteiro se recupera duas vezes em Brasília, chega em 4º e é campeão da F-Truck. Benavides vence

Beto Monteiro largou nas últimas filas e ainda teve de cumprir um drive-through por excesso de velocidade no radar antes de cruzar a linha de chegada na quarta posição e ficar com o título da F-Truck

Campeão Sul-Americano, Beto Monteiro fechou 2013 com 100% de aproveitamento ao conquistar o título Brasileiro da F-Truck. Neste domingo (8), o pernambucano terminou a etapa de Brasília na quarta posição e somou os pontos que precisava para, enfim, poder festejar no final da temporada pela primeira vez desde 2004.

A vida do piloto da Iveco foi bem difícil, porém. Só 21º no grid de largada, Monteiro, chegou a ocupar a décima posição antes de receber uma punição por passar acima de 160 km/h no radar. Lá foi ele para os boxes para cumprir um drive-through, voltar à pista em 18º, deixar os adversários para trás e se colocar onde precisava.

Monteiro carregado pelos mecânicos da Iveco após a corrida (Foto: Orlei Silva)

Acabou que todo esse empenho serviu mais como precaução, já que os três rivais que poderiam superá-lo na classificação do campeonato abandonaram no Autódromo Nelson Piquet. Regis Boessio e Felipe Giaffone, na metade da disputa, e Leandro Totti, nos minutos finais.

Totti assumiu a liderança na terceira volta e ia fazendo a sua parte. Venceria com méritos, ainda mais depois de vencer Valmir Benavides em um duelo empolgante pela primeira posição. Mas o caminhão Volkswagen não resistiu, e Benavides herdou a ponta para fechar 2013 com sua primeira vitória pela Iveco.

Roberval Andrade foi o segundo colocado e Djalma Fogaça terminou em terceiro. Atrás de Monteiro, quem chegou para completar o pódio foi o veterano Pedro Muffato.

Confira como foi a etapa de Brasília da F-Truck:

Paulo Salustiano não largou tão bem e só manteve a ponta porque estava do lado de dentro da pista. Leandro Totti, que chegou a colocar o caminhão à frente, ficou em segundo – mas não por muito tempo.

Durou pouco a participação de Salustiano na corrida de Brasília. Na terceira volta, o #55 quebrou pela sexta vez no ano, simbolizando bem o que foi a temporada do piloto. Lá foi Totti para a liderança.

Vindo da parte de trás do grid, Regis Boessio e, principalmente, Felipe Giaffone, fizeram ótimas largadas. Um saltou de décimo para sétimo. O outro, de 23º para 13º. Isso mesmo: dez posições.

Totti quase ganhou a posição de Salustiano na largada (Foto: Orlei Silva)

No final da terceira volta, o Pace-Truck precisou ser acionado após a confusão iniciada por uma quebra no caminhão de Raijan Mascarello. O Ford derrubou óleo na pista e vitimou Jansen Bueno, que rodou e bateu na barreira de pneus. Pedro Muffato também rodou, mas foi astuto e evitou o impacto.

Quebra da hélice do motor fez Raijan rodar (Foto: Rodrigo Ruiz)

A relargada aconteceu com Totti, Valmir Benavides, Roberval Andrade, Boessio e Wellington Cirino no top-5. Giaffone já era nono, e Monteiro, 11º.

A recuperação de Beto, porém, foi comprometida quando ele passou acima do limite de velocidade no radar – 161 km/h. Foi aos boxes e voltou lá atrás, em 18º. O mesmo ocorreu com Boessio, que era o quarto colocado.

No jogo de equipe da Iveco, Benavides começou a atacar Totti para passar em primeiro no 20º minuto. Não conseguiu, e o #73 assegurou seis pontos – ganhou ainda o bônus pela melhor volta da prova.

Para Boessio, as chances de ser campeão acabaram na metade da prova após a quebra do caminhão Mercedes. E o caminhão MAN também deixou Giaffone na mão.

A disputa estava reduzida a dois pilotos – e seus companheiros de equipe. Monteiro brigava com Adalberto Jardim no meio da fila. Lá na frente, Benavides retomou os ataques sobre Totti.

Monteiro demorou, mas passou Jardim e foi embora. Totti e Benavides trocaram ultrapassagens e até mesmo completaram uma volta inteira lado a lado, como se o anel externo de Brasília fosse um daqueles ovais norte-americanos. E Totti estava com problemas nos freios.

Nesse meio tempo, Monteiro resolveu sua vida e se colocou na quarta posição – em caso de vitória de Totti, ele precisava ser quinto.

Uma nova intervenção do Pace-Truck aconteceu quando Geraldo Piquet passou reto e ficou em posição perigosa na caixa de brita. O pelotão relargou a 15 minutos do fim e, com Totti e Monteiro tendo se apresentado muito bem, parecia que uma reviravolta dependeria da confiabilidade dos caminhões.

O de Totti não aguentou – e também não provocou nenhuma reviravolta. Apenas deixou a festa da Iveco maior, já que a liderança passou para Valmir Benavides, que ainda não vencera pela marca. Tranquilo, Monteiro tirou o pé e ainda permitiu que Djalma Fogaça passasse por ele. Em quarto, comemorou o título do jeito que está na moda: com zerinhos.

Hisgué recebe a bandeirada em primeiro em Brasília (Foto: Orlei Silva)

F-Truck, Brasília, corrida:

1 Valmir BENAVIDES SP Scuderia Iveco
Iveco
1:00:10.726 31 voltas  
 
2 Roberval ANDRADE SP Ticket Car Corinthians
Scania
+5.654    
 
3 Djalma FOGAÇA SP 72 Sports
Ford
+10.075    
 
4 Beto MONTEIRO PE Scuderia Iveco
Iveco
+13.064    
 
5 Pedro MUFFATO PR Muffatão
Scania
+19.284    
 
6 Edu PIANO SP Território
Ford
+20.613    
 
7 Alberto CATTUCCI SP ABF
Volvo
+26.395    
 
8 Ronaldo KASTROPIL SP Ticket Car Corinthians
Scania
+1 volta    
 
9 Leandro TOTTI PR RM
Volkswagen
+2 voltas NC    
 
10 João MAISTRO PR Clay Truck
Volvo
+2 voltas NC    
 
11 Geraldo PIQUET DF ABF
Mercedes Benz
NC    
 
12 Adalberto JARDIM SP RM
Volkswagen
NC    
 
13 Wellington CIRINO PR ABF
Mercedes Benz
NC    
 
14 Felipe GIAFFONE SP RM
MAN
NC    
 
15 Luiz LOPES SP Lucar
Iveco
NC    
 
16 Zé Maria REIS GO Original Reis
Scania
NC    
 
17 Régis BOESSIO RS ABF Desenvolvimento
Mercedes Benz
NC    
 
18 Débora RODRIGUES SP RM
Volkswagen
NC    
 
19 Alex CAFFI ITA Dakarmotors
Iveco
NC    
 
20 Leandro REIS GO Original Reis
Scania
NC    
 
21 Diogo PACHENKI PR ABF
Mercedes Benz
NC    
 
22 Raijan MASCARELLO MT 72 Sports
Ford
NC    
 
23 Jansen BUENO PR DB
Volvo
NC    
 
24 André MARQUES SP RM
Volkswagen
NC    
 
25 Paulo SALUSTIANO SP ABF
Mercedes Benz
NC    
 

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