Truck

Volta rápida na pista com piloto é uma das atrações da Copa Truck em São Paulo: repórter conta experiência

O ingresso Experiência Bruta, que dava direito a uma volta rápida no circuito, era uma das novidades para o público da Copa Truck em Interlagos. Repórter participou da atração e relata a sensação de estar dentro do caminhão

Warm Up / VINÍCIUS PIVA, de São Paulo

A Copa Truck tem buscado se aproximar do público e uma das iniciativas da categoria para estreitar o vínculo com os amantes da corrida de caminhão veio na forma de uma experiência inédita. 
 
Para Interlagos, a organização colocou à venda em um pacote limitado a quinze ingressos batizado de Experiência Bruta, que incluía duas credenciais de camarote, mais duas camisetas exclusivas da categoria, dois bonés, duas visitas guiadas ao grid de largada e mais uma volta rápida na pista com um dos pilotos da Copa Truck. 
 
As entradas se esgotaram e é fácil entender o motivo. Quem não quer dar uma volta na pista de Interlagos de carona com um piloto profissional? Tive a oportunidade de participar da ação e conto agora um pouco como foi viver essa experiência na pele.
 
Confesso: os minutos que antecederam a entrada no caminhão foram um pouco angustiantes. Não por medo, porque tenho convicção de que tudo é pensado a partir da segurança dos envolvidos, mas pela ansiedade que chegou e tomou conta do ser. O coração? Já batia acelerado dentro do peito. 
Vinícius Piva após participar da volta rápida com Débora Rodrigues (Foto: Duda Bairros)

Importante: não era a primeira vez que eu andaria numa pista com um piloto. Três anos atrás, dei uma volta rápida no circuito de Piracicaba na garupa de uma motocicleta guiada por Leandro Mello. Um momento único. Mas agora era diferente. Era Interlagos e na boleia de um caminhão, um veículo que aprendi a admirar desde a época em iniciei no jornalismo e lidava diariamente com os brutos, lá no início da década de 2000. 
 
Recebi uma balaclava e um capacete e fui levado por um sorridente representante da RM Competições até a lateral do caminhão de Débora Rodrigues, onde uma pequena escada me esperava. Subi, dei um alô para Débora, sentei e fui devidamente fixado ao banco por um robusto cinto de segurança. Saquei o celular e pensei em gravar, mas preferi viver o momento e guardei o telefone no bolso.
 
Logo na saída dos boxes, Débora acelerou forte, freou para contornar as curvas de saída do pit e o Volkswagens respondeu rápido. O chacoalhão que levei de um lado para o outro foi apenas o cartão de visitas para as próximas curvas. Imaginei que a pilota estivesse me testando, mas não. A tônica era aquela mesmo. 
 
Na aceleração da reta oposta tive uma boa ideia da potência absurda do caminhão. E, logo depois, o quanto o bichão freia. Impressionante. Fiquei boquiaberto também com a habilidade da condutora em manter o caminhão na pista. Nas curvas ele escorrega bem, o pneu “canta” a todo momento achei, honestamente, que íamos rodar, principalmente no laranjinha. Bobagem. Débora tinha o controle total do veículo e não andou nem perto do limite. Eu é que não estou acostumado com a situação.
 
Com a adrenalina lá no alto, fiquei bem empolgado quando o caminhão começou a ganhar velocidade na subida dos boxes. Mas não demorou para Débora tirar o pé e se encaminhar para os boxes. Uma pena, era o ponto final para mim.
 
Agradeci a sempre simpática Débora Rodrigues e desci do caminhão com o coração em ritmo acelerado. Fiquei, pelo menos, mais 30 minutos extasiado, curtindo o momento. Foi uma experiência marcante, simplesmente inesquecível. Quando será a próxima?
 
Minha admiração a Débora e aos demais pilotos do grid só aumentou depois da Experiência Bruta. Acelerar um caminhão na pista não é para qualquer um. Todos mandam muito bem.