Pilota norueguesa conta como fiasco em viagem motivou ida para automobilismo e W Series

Ayla Agren contou como uma tentativa frustrada de dar a volta ao mundo com sua família acabou se tornando a grande oportunidade de sua vida

Ayla Agren viu sua vida mudar após uma viagem com sua família dar errado. A norueguesa explicou como uma tentativa fracassada de dar a volta ao mundo em um barco acabou dando a oportunidade de ingressar no automobilismo.
 
A competidora fez sua estreia nas pistas, após dez anos correndo de kart, em 2012. Naquele ano, disputou o campeonato de verão da Skip Barber F2000, terminando em oitava. Nos dois campeonatos seguintes, correu na F1600, sendo campeã em 2014. Depois, entre 2015 e 2017, encarou a USF2000.
 
Ficando um ano fora do automobilismo, aplicou para o grid inaugural da W Series, mas falhou em conseguir se classificar. A chance veio no ano seguinte, e agora Ayla espera para estrear na categoria exclusiva para mulheres.
 
“Quando tinha seis anos e meu irmão Sebastian dois, minha família deveria fazer uma viagem navegando ao redor do mundo. Meu pai e meu avô construíram o barco e começamos a jornada. Mas Sebastian ficou doente, então meus pais tomaram a decisão: vamos cruzar o Atlântico ou vamos voltar?”, explicou ao site da W Series.
Ayla Agren (Foto: W Series)
“Sebastian nasceu com fluído em seus ouvidos, então ficava muito enjoado e era muito desconfortável para ele, então decidimos voltar para a Espanha, onde estávamos, quando decidimos voltar para a Noruega. No caminho de volta, paramos na casa de meus avós, na Suécia”, seguiu.
 
“Enquanto estávamos lá, meu tio e meu primo estavam competindo em um campeonato sueco de kart, então fomos assistir a corrida. A partir daquele momento, fiquei impressionada. Tudo começou ali para mim, o que parecia um golpe de má sorte acabou sendo muita sorte no final. Se não tivéssemos voltado para casa, provavelmente não estaria na W Series agora”, continuou.
 
Agren ainda destacou o grande ponto de virada e percebeu que também poderia ser pilota profissional. “Uma coisa que percebi quando estava lá [na pista de kart] é que havia muitos garotos. Não tinha visto nenhuma menina, mas então teve um grande acidente e a corrida foi paralisada”, disse.
 
“Os pilotos então precisaram tirar os capacetes, e então vi que um deles era uma menina. Pensei ‘ok, legal, tem uma menina, quero fazer isso’. Foi definitivamente um momento significante, pois percebi que corrida poderia ser uma possibilidade real para garotas”, sublinhou.
 
Por fim, a competidora explicou o que a W Series pode trazer para sua carreira. “É uma oportunidade para mostrar que você pode oferecer muito mais para futuros patrocinadores. Essa é a maior palavra: oportunidade”, encerrou.
 

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