Busch completa teste com carro da Indy em Indianápolis, mas pensa em disputar 500 Milhas só em 2014
Campeão da Nascar em 2004, Kurt Busch pensa em disputar, em 2014, as 500 Milhas de Indianápolis e as 600 Milhas de Charlotte no mesmo dia. Nesta quinta, ele passou pelas fases do Programa de Orientação aos Novatos da Indy
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Quatro dias depois de vencer a São Paulo Indy 300 com James Hinchcliffe, a equipe Andretti já está em Indianápolis se preparando para as 500 Milhas de Indianápolis, quinta prova da temporada. Só que o teste que o time realizou, nesta quinta-feira (8), não envolveu nenhum dos cinco pilotos que estão inscritos para a prova de 26 de maio, e, sim, o campeão da Nascar Kurt Busch, que está disposto a completar 1100 milhas no mesmo dia daqui a 13 meses.
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Busch completou o Programa de Orientação aos Novatos ao cumprir todas as três fases de adaptação exigidas pela Indy (dez voltas entre 320 e 328 km/h, 15 voltas entre 328 e 334,4 km/h e mais 15 voltas acima de 334,4 km/h) e possui uma licença válida para competir na categoria, portanto, poderia correr no fim deste mês. Contudo, a ideia é se preparar para encarar um desafio ainda maior no ano que vem.
O piloto da Nascar atingiu, com o carro de Ryan Hunter-Reay, uma velocidade média de 218 mph (quase 349 km/h) na melhor de suas 83 voltas ao redor do oval de quatro curvas e quatro quilômetros de extensão. Esse valor não chega perto da velocidade que garantiu a pole-position a Ryan Briscoe em 2012: 362,374 km/h.
A conclusão à qual Busch chegou foi um tanto óbvia. “Percebo que, quando estou no carro [da Indy], você tem menos tempo para olhar as coisas”, brincou. “Foi só na metade da segunda sessão que as coisas começaram a ficar mais lentas, mentalmente. Então você se acostuma com o carro e se sente mais confortável”, falou.
“Atingir 348 km/h no seu primeiro dia é uma conquista, mas não chega perto do que você precisa para a corrida”, admitiu o natural de Las Vegas, Nevada. Segundo ele, uma coisa que não dá para simular é como reagir em meio a outros carros – hoje, ele não precisou dividir a pista com ninguém.
Sobre topar emendar as 500 Milhas com a corrida mais longa da Nascar em 2013, Busch adotou a linha do “por quê não?”. “Há aviões e helicópteros mais rápidos hoje em dia”, afirmou. “Se conseguirmos conciliar os horários, você teria mais interesse dos patrocinadores, dos pilotos e dos donos querendo fazer a dobradinha. É isso que os fãs querem ver.”
Só que será preciso fazer uma intensa preparação física para suportar o cansaço. “Um piloto pode correr aqui em Indianápolis, fazer todas as 500 Milhas. Isso precisa ser o fim do dia dele. Para correr 600 milhas depois disso, você precisa se preparar. Eu, honestamente, acho que não seria capaz de fazer isso neste ano, não sem dar o meu máximo para a minha equipe na Nascar em Charlotte. Preciso me sentir mais confortável dentro do carro da Indy”, ponderou. “Mas pode ser um projeto de 13 meses. É tentar forçar você ao limite no automobilismo.”
Na história, apenas três pilotos toparam o desafio de fazer a dobradinha Indy-Charlotte: Tony Stewart, John Andretti e Robby Gordon.
Michael Andretti gostou do que viu da performance de Busch ao longo desta quinta-feira. “É muito cedo para dizer algo definitivo, mas, se conseguirmos trabalhar as coisas, eu amaria colocar Kurt para correr no ano que vem. Ele veio com uma mente realmente aberta e estava muito receptivo para o feedback que demos a ele. Ele agiu bem naturalmente. Entrou no carro, sentiu-se confortável e foi melhorando bastante”, declarou o ex-piloto.
Neste fim de semana, os treinos oficiais para as 500 Milhas de Indianápolis terão início. Em meio a programação, os quatro pilotos que debutarão na corrida mais importante do ano em 2013 seguirão o mesmo expediente de Busch e passarão pelo Programa de Orientação aos Novatos: Carlos Muñoz (Andretti), AJ Allmendinger (Penske), Tristan Vautier (Schmidt Peterson) e Conor Daly (Foyt).
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