Chefe da Williams exalta Schumacher, mas diz que “ninguém consegue igualar” Hamilton
Ex-estrategista-chefe da Mercedes, James Vowles lembrou da época em que trabalhou ao lado de Michael Schumacher e do "perfeccionista" Lewis Hamilton em Brackley
Atual chefe da Williams, James Vowles teve a oportunidade de trabalhar ao lado de Michael Schumacher e de Lewis Hamilton durante o período de 13 anos em que ocupou o cargo de estrategista-chefe na Mercedes. O britânico rasgou elogios à postura do alemão tanto dentro quanto fora das pistas, mas fez questão de deixar claro que “ninguém consegue igualar” as habilidades do atual #44 da Ferrari.
“Michael sabia exatamente como extrair cada milésimo de segundo de si mesmo e de cada membro da equipe. Nos bastidores, era completamente diferente de como aparecia sob os holofotes e diante das câmeras. Tinha um interesse genuíno por quem você era, pela sua família, pelo que te motivava a trabalhar no mundo da F1“, disse o dirigente em entrevista ao podcast High Performance.
“Conhecia cada membro da equipe. Não fazia isso para obter alguma vantagem, estava sinceramente interessado. Esse é Michael”, acrescentou. Após o imenso sucesso com o time de Maranello, Schumacher decidiu se afastar da categoria entre 2007 e 2009, retornando somente em 2010, aos 41 anos de idade, para formar dupla ao lado de Nico Rosberg nas Flechas de Prata.
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“Michael não era o melhor piloto dentro do carro. Lewis é”, declarou Vowles. “Mudava cada configuração que conseguia alcançar do volante, como um polvo. Durante uma simulação no Brasil, disse a ele para manter a sexta marcha na subida. Nico [Rosberg] manteve assim. Lewis disse, depois de duas voltas, que aquilo não funcionava para ele — e encontrou 0s1 a mais”, lembrou.
“Otimiza tudo, usando os dados como ponto de partida. Além disso, tem uma sensibilidade ao limite que ninguém consegue igualar, e não tem medo de buscá-lo. Por isso, muitas vezes, no começo, passava reto na primeira curva depois da linha de chegada, mas agora tem tudo sob controle. Era um perfeccionista, e era realmente forte nas frenagens, conseguia extrair o máximo na freada”, concluiu.
Depois do GP da Hungria, a Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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