“Prisioneiro” e “ambiente pesado”: Da Costa é sincero sobre climão com Wehrlein e Porsche
Envolvido em imbróglio com a Porsche para definir o futuro, António Félix da Costa falou abertamente sobre as dificuldades que vive internamente na equipe — tanto em relação à diferença de filosofia, por querer disputar duas categorias, quanto pela péssima relação com Pascal Wehrlein
Envolvido em tensas negociações com a Porsche sobre a permanência na equipe para a próxima temporada da Fórmula E, António Félix da Costa admitiu o péssimo ambiente de garagem com o companheiro Pascal Wehrlein e abriu o jogo em entrevista honesta. O português chegou a se dizer “prisioneiro” da montadora alemã por não poder disputar simultaneamente a categoria e o WEC, algo que sempre fez antes de chegar a Weissach.
A questão é que, mesmo com o péssimo clima entre Da Costa e Wehrlein — iniciado no desfile de pilotos do eP de São Paulo, primeira etapa da temporada —, a Porsche tem uma opção contratual para manter o português na próxima edição. Caso não encontre um substituto que a agrade, pode optar por manter a dupla, o que indicaria mais um ano tenso internamente.
Ainda no pit-lane do eP de Londres, que encerrou a temporada da Fórmula E, Da Costa foi sincero com a mídia portuguesa e externou a dificuldade de ambiente que vive com Wehrlein no momento. António disse que esperava ver a treta clarear, mas as coisas não caminharam dessa forma.
“Há um ambiente pesado dentro da garagem entre mim e Pascal, um ambiente que não gosto de trabalhar, não gosto de fazer parte”, admitiu Da Costa ao Dazn Portugal. “Isso obviamente não ajudou em nada. Até achei que poderia ser eventualmente bem resolvido, tirar a pedra do sapato e resolver o problema, mas infelizmente não foi o caso”, disparou.

Mais uma vez, Da Costa deixou clara a insatisfação por ser impedido de disputar Fórmula E e WEC simultaneamente. O veterano afirmou que é algo que está tentando mudar para o ano que vem e ainda disse que tem “50% de chance” de permanecer na Porsche. O que garantiu, porém, é que seguirá no grid da categoria elétrica.
“Para mim, poder fazer os dois campeonatos, WEC e Fórmula E, é muito importante. Tenho feito isso nos últimos dez anos, só não fiz nos últimos dois. Um pouco por ser prisioneiro da Porsche, onde internamente não gostam que façam dois campeonatos. Pessoalmente, eu gosto de fazer. E estou trabalhando para voltar a fazer os dois campeonatos no ano”, finalizou Da Costa.
Com o fim do campeonato, a Fórmula E entrou de férias e vai permanecer assim até o dia 6 de dezembro, que marca a estreia da temporada 2025/26. A primeira etapa será disputada no Brasil, com o eP de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi.
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