Vice-presidente diz que “controle de gastos” na Fórmula 1 complica sucesso da Ferrari

Com dificuldades para alcançar a McLaren na temporada 2025, Piero Ferrari lamentou o fato de a equipe não poder "gastar mais dinheiro para reduzir a desvantagem" na briga pelo título

De acordo com Piero Ferrari, vice-presidente da companhia que carrega seu sobrenome, a introdução do teto orçamentário a partir da temporada 2021 deixou tudo “muito complicado” para as equipes na busca pelo sucesso na Fórmula 1. Desta forma, o dirigente tentou justificar os motivos de a escuderia liderada por Frédéric Vasseur ter sido incapaz de desbancar a McLaren na luta pelo título em 2025.

A última vez que o time de Maranello ergueu o troféu do Mundial de Construtores foi em 2008, enquanto o jejum no prêmio individual permanece desde 2007, quando Kimi Räikkönen levou a melhor. Nesse meio tempo, a categoria já testemunhou dois períodos de domínio da Red Bull, com Sebastian Vettel e Max Verstappen, respectivamente, e um ainda mais longo da Mercedes.

A McLaren assumiu o posto de principal força em 2024 e manteve o ímpeto no campeonato atual, com Oscar Piastri e Lando Norris se apresentando como principais candidatos na briga pelo topo da tabela. Com 260 pontos, a Ferrari, por outro lado, encontra-se a 299 tentos da rival papaia, embora tenha chegado muito perto de derrotar os comandados de Andrea Stella no ano passado.

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A Ferrari tem sido incapaz de competir de igual para igual com a McLaren em 2025 (Foto: Ferrari)

Ao ser questionado pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport sobre os motivos de Charles Leclerc e Lewis Hamilton não possuírem um carro à altura dos concorrentes, Piero Ferrari rapidamente apontou para o teto orçamentário como uma das fontes do problema. De acordo com o empresário, as equipes não podem mais investir a quantia que desejam para evoluir e, consequentemente, fazer frente às rivais.

“É uma questão de ciclos. A F1 sempre funcionou assim, e quando você entra em um ciclo negativo, não sabe quando vai chegar ao fundo do poço”, começou. “Hoje, é muito complicado porque não se pode gastar mais dinheiro para reduzir a desvantagem, devido às restrições do teto orçamentário. É preciso reunir uma série de fatores vencedores para mudar de rumo”, encerrou Ferrari.

Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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