Especialista indica logística de calendário para amenizar crise climática no automobilismo
Dra. Madeleine Orr trabalha com a FIA em busca de soluções para os efeitos da crise climática e tenta frear consequências do automobilismo
Com as dificuldades em estabelecer um ambiente sustentável no automobilismo e no mundo, os efeitos da crise climática aceleram cada vez mais. As consequências já chegaram às pistas e causam complicações ao esporte. Por isso, Dra. Madeleine Orr, especialista em crise climática, alertou que ações sustentáveis precisam ser tomadas no automobilismo. A especialista agora busca encontrar soluções para questões que envolvem sustentabilidade e esporte a motor.
Buscando avançar na pesquisa em sustentabilidade e no desenvolvimento de soluções para os problemas da crise climática, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) contratou Orr como professora temporária da Universidade da FIA. A profissional estuda como frear o avanço dos problemas que a emergência climática causa no automobilismo, assim como encontrar soluções sustentáveis para os problemas causados pelo esporte.
“Quase todos os locais dos calendários de Fórmula 1 e Fórmula E estão enfrentando problemas com o calor. Além disso, existem riscos de inundações e tempestades, como vimos em Ímola há alguns anos. Outros riscos climáticos extremos incluem, em alguns casos, fumaça de incêndios florestais, tornados e tempestades de areia. Essas condições afetam nitidamente a segurança de todos envolvidos, incluindo fãs e comunidades locais, e podem levar a grandes interrupções no calendário de corridas. O planejamento antecipado de cenários é fundamental para evitar essa interrupção”, disse a especialista.
“Há uma grande oportunidade de explorar a estrutura do calendário para evitar os maiores riscos climáticos, reduzindo as emissões e, ao mesmo tempo, realizando eventos mundialmente. A saúde e o bem-estar não só dos pilotos, mas também de toda a equipe, são primordiais, e adotaremos uma abordagem baseada em evidências para examinar todas as possíveis variações na área”, acrescentou.

“Outro caminho é analisar o carbono incorporado aos carros, em todos os campeonatos, e procurar materiais alternativos com o objetivo de reduzir a quantidade de fibra de carbono e outros materiais difíceis de reciclar usados nos carros. Por fim, há uma grande oportunidade de conscientizar e educar sobre as mudanças climáticas entre os fãs de automobilismo e as pessoas que dirigem carros em geral”, adicionou.
O objetivo da professora e da FIA é manter a transparência nos resultados das pesquisas e assim alcançar o desenvolvimento sustentável do mundo a motor. A expectativa é que os efeitos dos estudos alcancem áreas próximas, como transporte, navegação e turismo.
“Gosto de dizer que a ação climática é um esporte em equipe e acredito que o automobilismo será um atleta fundamental”, finalizou Orr.
A Fórmula 1 volta às pistas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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