Chefe da Tech3 abraça mudanças e diz que MotoGP “não é ameaça para classes menores”
Hervé Poncharal não vê problema na separação dos paddocks e encara o afastamento de Moto3 e Moto2 dos boxes permanentes como benéfico, já que as equipes ganharam mais espaço para trabalhar
Chefe da Tech3, Hervé Poncharal saiu em defesa das mudanças que estão sendo colocadas em prática no Mundial de Motovelocidade e considerou que a MotoGP não é “uma ameaça” para Moto3 e Moto2. O dirigente apoiou a separação dos paddocks e considerou que o afastamento das classes menores dos boxes permanentes é benéfico para elas.
Desde o GP da Catalunha, no início do mês, as equipes da MotoGP podem usar três boxes ao invés de dois. O aumento no espaço destinado à classe rainha, porém, afastou Moto3 e Moto2, com a maioria das equipes direcionadas para estruturas provisórias.
“Um dia, os boxes serão alocados exclusivamente para as equipes da MotoGP. Mas, nas instalações provisórias, eles normalmente encontram mais espaço do que numa garagem que eles têm de dividir com outras duas ou três equipes. Vejo esse passo quase como uma evolução, pois a apresentação das duas classes menores logo será melhor do que é hoje. Não vejo isso de uma perspectiva negativa”, disse Poncharal em entrevista ao site italiano GPOne. “Antes de mais nada, já tivemos paddocks separados para a MotoGP e as classes menores por dois ou três anos no passado. E o mais importante é que Moto3 e Moto2 seguirão tendo um papel chave no futuro da motovelocidade. Elas seguirão sendo parte de cada evento da MotoGP”, frisou o líder da Tech3.
Na visão de Poncharal, é natural e até certo que a MotoGP seja o foco da atenção, mas isso não prejudica as classes menores, que seguirão tendo um papel central na estrutura do Mundial de Motovelocidade.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
“É claro que o foco deve ser e vai aumentar na MotoGP. Se ela se tornar mais atrativa para parceiros e patrocinadores por causa da melhora da cobertura televisiva, a audiência e a popularidade seguirão crescendo, então isso terá um impacto positivo em Moto3 e Moto2”, avaliou Hervé. “E aí, de certa forma, todo o campeonato pode se tornar mais rico e a renda pode ser transferida. Todos os envolvidos vão se beneficiar de uma MotoGP mais saudável”, defendeu.
“Dá para ver isso hoje com a Red Bull: eles estão usando o caminho da Red Bull Rookies Cup via Moto3 e Moto2 para a MotoGP. Pela mesma razão, a Yamaha Japão investiu na Moto2. E também fábricas como KTM, Honda, Fantic, QJMotor, Italjet e CFMOTO estão usando a plataforma das classes menores para nutrir jovens talentos. Pois isso é importante para o futuro”, avaliou. “Precisamos entender e olhar para o plano maior. A MotoGP recebe mais cobertura, mas isso não significa que ela está se tornando uma ameaça para as duas classes menores. Venho dizendo isso há muito tempo. De tempos em tempos, nós aumentamos o apoio financeiro para Moto3 e Moto2, também aumentamos o subsidio de frete para as corridas em que temos de voar para longe. Tentamos dar um tratamento melhor a cada ano. O promotor sabe que isso é essencial para as equipes das classes menores”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 26 a 28 de setembro, no GP do Japão, direto de Motegi, 17ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
⏰ Quais os horários do GP do Japão da MotoGP 2025
📺 Onde assistir ao vivo ao GP do Japão de MotoGP 2025
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!