“12 contra 200”: Martín vê falta de valorização em título inédito com satélite na MotoGP
Jorge Martín lamentou que título mundial com a Pramac não tenha sido reconhecido fora do paddock e destacou peso da disparidade de recursos entre times privados e fábricas oficiais
Campeão mundial da MotoGP em 2024, Jorge Martín fez história ao conquistar o título com uma equipe satélite — algo inédito na categoria. O feito com a Pramac veio com o terceiro lugar obtido em Barcelona, quando o espanhol alcançou 508 pontos e superou Francesco Bagnaia por apenas dez tentos.
Apesar da dimensão do feito, o espanhol acredita que seu esforço e o da equipe italiana não foi devidamente reconhecido fora do ambiente do paddock do Mundial de Motovelocidade.
“Acho que as pessoas do paddock podem entender o que significa vencer com uma equipe satélite. Doze pessoas contra uma fábrica de 200. No geral, as pessoas não percebem o quanto é difícil. Honestamente, não creio que isso se repita”, afirmou à versão espanhol do Motorsport.
“Pode-se pensar que se tem o mesmo material técnico, mas os melhores motores e as melhores peças vão para a equipe oficial, obviamente, porque é o piloto oficial, com todo o suporte por trás. Não há comparação com uma equipe privada. Certamente, de fora, não foi valorizado, e as pessoas não têm consciência de quanto foi difícil conseguir isso”, completou Martín.

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O feito de Jorge é inédito na era MotoGP. A última vez que alguém alcançou o título em uma equipe independente foi em 2001, ainda nas 500cc, quando Valentino Rossi foi campeão foi com a Nastro Azzurro Honda, então destronando a própria montadora japonesa.
No passado, Marco Lucchinelli e Franco Uncini também conseguiram títulos nas 500cc em 1981 e 1982, respectivamente, em equipes independentes. Kenny Roberts, em 1978, foi outro se colocar na seleta lista com um time satélite da Yamaha.
Em 2024, Martín conquistou três vitórias em corridas (Portugal, França e Indonésia), além de outras sete conquistas em sprints e sete poles ao longo da temporada. Em 2023, o espanhol já tinha ajudado a Pramac a se tornar a primeira satélite a vencer o Mundial de Equipes.

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