Barros destaca “caminho longo” e celebra Moreira na MotoGP: “É muito merecido”

Mentor dos primeiros passos de Diogo Moreira na motovelocidade, Alexandre Barros celebrou o salto do #10 para a MotoGP em 2026 e destacou ao GRANDE PRÊMIO a longa trajetória para chegar à elite do esporte

Alexandre Barros celebrou o salto de Diogo Moreira para a MotoGP em 2026. Mentor dos primeiros passos do #10 na motovelocidade, o ex-piloto de 55 anos lembrou o longo caminho para alcançar a elite e destacou que o titular da Italtrans merece o salto.

Foi Barros quem identificou o talento e conduziu a transição de Diogo do motocross para a motovelocidade. Por meio de um programa com a Estrella Galicia 0,0, Moreira pôde dar o salto para a Europa e avançar pouco a pouco até assegurar um contrato de três anos com a Honda.

“Eu fico feliz”, disse Alex em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO.

Barros traça um paralelo entre a chegada de Moreira à MotoGP e a de Somkiat Chantra e aponta a grande diferença entre as bases do motociclismo brasileiro e asiático.

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Alexandre Barros é o principal nome da motovelocidade (Foto: Reprodução)

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“Eu estava até fazendo a conta. O Chantra demorou dez anos — um piloto da Ásia —, porque a Ásia está mais bem estruturada do que o Brasil. É deste jeito, porque tem apoio das fábricas, da Honda e tal, a fábrica direto que apoia a base. No Brasil, a gente tem outra realidade”, assumiu. “Tem de começar pelas categorias de base, que são motos diferentes, de rua, para depois vir motos de competição. E tem uma grande diferença de você andar com as motos do nível Superbike, categorias de base com motos de rua, do que andar com Pré-Moto3, Moto3, que são motos de competição. É outro universo. São dois mundos diferentes”, seguiu.

“E o piloto quando muda de uma categoria para a outra — até o Toprak [Razgatlioglu] vai sentir isso —, são motos bem diferentes. É um outro tipo de escola. A forma técnica de andar é diferente. Por isso que os pilotos sofrem bastante”, ponderou.

Barros lembrou que Diogo percorreu um longo caminho para chegar até o Mundial de Motovelocidade e destacou o mérito do jovem brasileiro.

“O Dioguinho levou, de quando começou na velocidade, 12 anos para chegar na MotoGP. E, normalmente, um piloto na Ásia leva dez. Que é o que levou o Chantra, por exemplo”, comparou ao GP. “Então é um caminho longo. E acho que muito merecido”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 a 26 de outubro com o GP da Malásia, direto de Sepang, 20ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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