Acosta se vê bem posicionado, mas diz que mercado de pilotos será “loteria” para 2027
Pedro Acosta mostrou tranquilidade ao falar do mercado de pilotos para 2027, já que entende que as oportunidades ficam abertas para quem é competitivo. Espanhol destacou que está dando tudo de si e extraindo 100% do pacote da KTM
Pedro Acosta acredita que a próxima janela de transferências da MotoGP será uma “loteria”. A classe rainha do Mundial de Motovelocidade muda de regulamento em 2027, com as motos 1000cc dando lugar a protótipos de 850cc, e, por isso, o espanhol considera que, quem fizer uma aposta para a nova era, terá 50% de chances de acertas.
Apesar de ser reconhecido como um dos pilotos mais talentosos do grid, Acosta ainda busca a primeira vitória na MotoGP. Depois de ver Fermín Aldeguer e Raúl Fernández entrarem para o rol dos vencedores da classe de elite, Pedro se disse “super faminto” pelo primeiro triunfo, mas mostrou tranquilidade por entender que está fazendo todo o possível dentro das limitações da RC16.
“Com certeza, estou super faminto para alcançar essa vitória, mas, no fim, nós sabemos o que está faltando, sabemos quais os nossos pontos fracos e, certamente, temos pistas melhores para nós pela frente”, ponderou Acosta em entrevista ao site oficial da MotoGP. “Está claro, também, que a Aprilia deu um passo super grande, se tornou a segunda fábrica [mais forte] do campeonato. A Ducati ainda está na ponta, a Honda está vindo muito, muito forte lá de trás. Agora nós temos de acalmar. Estamos fazendo um trabalho muito bom, extraindo 100% do nosso pacote, sabendo, como eu disse, quais os nossos pontos fracos. Então temos apenas de seguir trabalhando”, ponderou.
“Cedo ou tarde, a melhora vai chegar. Também estou super empolgado para começar a temporada 2026. Vamos ver o que acontece”, acrescentou.
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o mercado de pilotos na esteira de declarações de Fabio Quartararo, que destacou que não pode “dormir no ponto” pensando em 2027, Acosta se mostrou cauteloso, já que entende que está fazendo tudo que pode.
“Vejo que ficar irritado e insatisfeito, ficar irritado comigo mesmo, pois o resultado não está vindo, não é o melhor para mim. Tudo estava ainda pior. E era difícil até mesmo viver o dia a dia por causa disso”, assumiu. “Agora eu estou bem calmo. Sei que estou dando 100%, que estou tirando 100% do pacote que nós temos. Por isso, se não está em minhas mãos, não posso ficar irritado”, analisou.
“A KTM sabe muito bem que precisa trabalhar, sabem que precisamos dar um passo se quisermos lutar por alguma coisa ou, no mínimo, para estar constantemente na briga pelo pódio. Não dá para conquistar tudo do dia para a noite. Vou tentar me manter calmo e, se tiver de acontecer, vai acontecer. No fim, quando você é competitivo, tudo fica aberto”, defendeu.
Às vésperas de voltar à Europa para a faz final da temporada 2025, Acosta apontou que as definições relacionadas ao futuro serão “uma loteria”, já que ninguém tem certeza do que esperar das novas motos.
“Sendo honesto, acho que será uma loteria”, afirmou. “É verdade que estou bem animado para voltar para a Europa, pois chegam pistas muito boas para a KTM, e pode ser do mesmo jeito que na Hungria em Portugal e Valência, onde a KTM sempre foi bem. E eu também estava me sentindo bem ok em Portugal no ano passado. Como eu disse, acho que agora estamos pilotando melhor”, continuou.
“Quem fizer uma aposta para 2027, terá 50 a 50. 50% de possibilidades de vencer e 50% de perder”, ponderou. “E acho que tenho uma boa equipe ao meu redor para lidar com essas coisas. Não preciso realmente pensar nisso”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 a 26 de outubro com o GP da Malásia, direto de Sepang, 20ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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