Honda minimiza redução de concessões na MotoGP: “Passo lógico no retorno ao topo”

Gerente-técnico da Honda, Mikihiko Kawase reconheceu que a mudança para o grupo C no ranking de concessões vai impor limitações, mas considerou que é um passo natural na busca pelo retorno às vitórias

Gerente-técnico da Honda, Mikihiko Kawase minimizou o impacto da mudança no ranking de concessões. Na visão do dirigente, a ida do grupo D para o C é um “passo lógico” na busca da montadora para voltar à briga pelas vitórias.

No GP da Comunidade Valenciana, o sétimo lugar de Luca Marini assegurou o avanço da Honda ao grupo C, onde já estavam Aprilia e KTM. Assim, a Yamaha fica isolada no grupo D.

No início de 2024, a MotoGP introduziu um novo sistema de concessões que divide as fábricas em quatro rankings diferentes, orientados pela pontuação. No grupo A, ficam as fábricas que somaram mais de 85% dos pontos distribuídos no período; no B, aquelas que somaram entre 60 e 85%; no C, entre 35 e 60%; e no D, abaixo de 35%.

A performance das fábricas, porém, é reavaliada em duas janelas de tempo: do primeiro ao último evento de uma temporada ou do primeiro evento após as férias de verão ao último evento antes das férias de verão do ano seguinte.

Honda avaliou que a perda de concessões é um passo natural (Foto: Michelin)

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O posicionamento em cada um desses rankings determina as benesses e as restrições de cada fábrica, sendo o A tem mais limitações e o D os maiores benefícios. O grande diferencial, porém, é a possibilidade de desenvolver motores, algo que só é permitido a quem soma poucos pontos no período estabelecido.

Com a ida para o grupo C, a Honda não poderá desenvolver o motor ao longo do ano e nem tampouco testar com os pilotos titulares, por exemplo.

“É o próximo passo lógico em nosso retorno ao topo, algo que temos de fazer”, defendeu Kawase. “Claro, existem algumas limitações, com o número reduzido de pneus para testar, nenhum tempo com os pilotos oficiais e mais limitações no desenvolvimento do motor”, seguiu.

O dirigente destacou o trabalho vital de Takaaki Nakagami e Aleix Espargaró e reforçou que a equipe de testes terá um papel ainda mais fundamental diante da mudança de regulamento da MotoGP, que vai acontecer em 2027, com a chegada das motos de 850cc.

“A equipe de testes, impulsionada com a adição de Nakagami e Aleix Espargaró, fez um grande trabalho neste ano e o papel dela será ainda mais crítico em 2026, já que temos ainda menos margem para dúvida no que diz respeito a trazer novas peças para os finais de semana de corrida”, ponderou. “Dentro da HRC, nós acreditamos que a alocação de recursos de desenvolvimento entre os modelos de 2026 e 2027 se tornará mais clara rapidamente, permitindo uma gestão melhor do projeto e um desenvolvimento mais eficiente”, concluiu.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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