Retrospectiva 2025: Bagnaia agoniza na Ducati e vive pior ano da carreira na MotoGP
Em meio a erros, instabilidade e falta de confiança, Francesco Bagnaia viveu em 2025 a temporada mais difícil da carreira e terminou o ano distante da luta por algo relevante na MotoGP
A TEMPORADA 2025 REPRESENTOU UM DOLOROSO PONTO FORA DA CURVA NA CARREIRA DE FRANCESCO BAGNAIA NA MOTOGP. Bicampeão da classe rainha e considerado o maior piloto da história da Ducati no campeonato, o italiano viveu um ano marcado por frustrações, erros incomuns e uma queda de rendimento que o afastou rapidamente da disputa pelo título. Ao fim do ano, os números e a sensação no paddock eram claros: foi, com sobras, o pior desempenho do #63 desde que se estabeleceu na elite do motociclismo esportivo.
Desde as primeiras etapas, ficou evidente que algo não encaixava. Mesmo pilotando a Ducati — moto mais rápida do grid —, Pecco teve dificuldades para encontrar confiança no equipamento de 2025.
As atualizações da moto não funcionaram para Bagnaia e a falta de regularidade virou marca do ano: abandonos, erros sob pressão e atuações discretas passaram a se repetir em pistas onde antes era competitivo.
O contraste com temporadas anteriores foi inevitável. Se em anos recentes Bagnaia se destacava pela leitura precisa de corrida, gestão de pneus e frieza nos momentos decisivos, em 2025 essas virtudes deram lugar à instabilidade. Quedas em situações controláveis, penalizações e decisões estratégicas equivocadas custaram pontos preciosos e minaram qualquer tentativa de reação no campeonato.

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Internamente, o cenário também se mostrou mais complexo. A Ducati viveu um ano de transição ao receber Marc Márquez e lidar com a aproximação técnica da Aprilia, principal rival ao longo de 2025.
Nesse contexto, Bagnaia não conseguiu assumir o papel de protagonista. Pelo contrário: tornou-se uma peça secundária, somando bem menos do que se esperava — ainda que, na tabela, a queda de rendimento tenha pesado pouco diante do domínio exercido pelo #93.
O desfecho de 2025, portanto, foi simbólico: Pecco encerrou o ano fora das principais disputas, acumulando os piores resultados desde a chegada à equipe de fábrica e perdendo duas posições no Mundial de Pilotos nas últimas etapas, caindo de terceiro para quinto ao fim da temporada, atrás de Marc e Álex Márquez, Marco Bezzecchi e Pedro Acosta.

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Se de um lado da garagem a Ducati celebrou a redenção de Marc Márquez e o título mais simbólico da carreira do multicampeão no Mundial de Motovelocidade, do outro o tom foi melancólico. Embora Bagnaia seja plenamente capaz de dar a volta por cima, 2026 precisará ser completamente diferente em todos os aspectos para que o italiano volte a brigar no topo.
O maior desafio será dominar a moto atual, que seguirá em uso em 2026, último ano do regulamento vigente da categoria.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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