Retrospectiva 2025: KTM emerge da crise e equilibra pratos para seguir viva na MotoGP
Com sérias dificuldades financeiras, a KTM conseguiu sobreviver após confirmar uma injeção financeira da indiana Bajaj, mas ainda luta para evoluir como equipe competitiva na MotoGP
A VIDA NÃO FOI FÁCIL PARA A KTM EM 2025. A marca laranja viveu momentos de forte tensão por conta da grave crise financeira que atravessa, com ameaças reais de deixar a MotoGP nas próximas temporadas.
No fim de 2024, vieram a público as severas dificuldades financeiras enfrentadas pela companhia, que viu as dívidas ultrapassarem a casa dos € 2 bilhões (cerca de R$ 12,7 bilhões). Em fevereiro, os credores da KTM aprovaram um plano de recuperação que permitiu evitar a falência, mas que previa o pagamento de 30% das dívidas até 23 de maio.
Com o apoio da indiana Bajaj, a fabricante conseguiu sobreviver, embora os problemas ainda não tenham sido completamente superados. Em meio à paralisação da produção, à renúncia de executivos e a um rigoroso corte de gastos, a casa de Mattighofen chegou ao fim de 2025 sofrendo, mas tentando encontrar perspectivas mais otimistas em relação ao futuro.
Na pista, os momentos de competitividade tiveram como principal protagonista o talentoso Pedro Acosta. O espanhol conquistou pódios importantes ao longo do ano e encerrou o Mundial de Pilotos na quarta posição, ainda em busca de sua primeira vitória na MotoGP.

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Com Binder, o desempenho foi bastante modesto ao longo da temporada. O sul-africano não chegou a incomodar os rivais, mas conseguiu figurar no top-10 em algumas corridas. Fato é que a KTM viveu um ano como coadjuvante, sem oferecer qualquer antagonismo relevante à dominante Ducati ou à emergente Aprilia.
Para 2026, mesmo equilibrando pratos para continuar viva, a KTM decidiu manter a estrutura atual: Brad Binder e Pedro Acosta seguem no time de fábrica, enquanto Enea Bastianini e Maverick Viñales defendem a equipe satélite Tech3. A principal novidade, porém, é fora das pistas. A escuderia francesa deixou de ser propriedade de Hervé Poncharal e foi comprada por € 20 milhões (cerca de R$ 124,4 milhões) por um consórcio liderado por Guenther Steiner, ex-chefe da Haas na Fórmula 1.
Assim como as demais construtoras, a montadora austríaca negocia com a Dorna, promotora do campeonato, um novo acordo de participação — o atual se encerra em 2026 — e foi a primeira marca a divulgar o acionamento do motor de 850cc, que vai passar a ser utilizado em 2027, aposentando os propulsores de 1000cc.

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Ainda que o período seja nebuloso e bastante controverso para a marca laranja, é nítido que a montadora pretende manter o próprio espaço no Mundial de Motovelocidade e vem ajustando a própria estrutura para criar um ecossistema capaz de continuar nutrindo sua ala esportiva.
Pela história no esporte a motor, apesar de todos os problemas, ver a KTM respirando novamente é uma boa notícia para todos.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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