Retrospectiva 2025: Honda reencontra progresso e finalmente vira ‘página 93’

Maior vencedora da história da MotoGP, a Honda mostrou em 2025 que, após chegar ao fundo do poço em 2024, se reencontrou e voltou a evoluir no pós-era Marc Márquez

A HONDA FINALMENTE REENCONTROU O CAMINHO DO PROGRESSO EM 2025 E VIROU A ‘PÁGINA 93’ NA MOTOGP. A temporada serviu para mostrar que existe, sim, um caminho interessante para o futuro da marca da asa dourada no Mundial de Motovelocidade após a era Marc Márquez.

Desde a saída do #93, o buraco deixado na equipe japonesa foi enorme e se refletia a cada fim de semana pelas pistas ao redor do mundo. Com uma visão clara de futuro para voltar a ser competitivo — e diante da falta de progresso técnico — o catalão escolheu dar um passo para trás para depois saltar à frente e voltar a vencer.

A difícil decisão de deixar o time que o transformou em multicampeão da classe rainha mostrou-se acertada com o título dominante conquistado neste ano com a Ducati. Do outro lado, porém, a Honda precisou se reestruturar para voltar a enxergar um caminho de progresso após atingir o fundo do poço na temporada 2024.

Alguns elementos foram essenciais para essa mudança técnica da Honda ao longo dos últimos anos. O primeiro foi a mudança de mentalidade interna, alterando processos e adotando um estilo mais rápido de testes e soluções para melhorar a moto a cada teste.

Luca Marini (Foto: Honda)

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Luca Marini chegou em 2024 e iniciou um trabalho importante de desenvolvimento com feedbacks precisos e uma postura coletiva para melhorar a RC213V nas duas últimas temporadas. No começo desse ano, Aleix Espargaró deixou o grid e assumiu o posto de piloto de testes. O #41 trouxe um vasto conhecimento técnico dos anos em que capitaneou o salto técnico da Aprilia na MotoGP.

Também não podemos esquecer da importantíssima chegada de Romano Albesiano, ex-diretor-técnico da casa de Noale e que passou a assumir a mesma função no time comandado por Alberto Puig em 2025.

Ainda que não tenha alcançado a meta de voltar a vencer constantemente, a Honda deu um importante neste ano e somou 280% mais pontos do que no ano anterior. Com os trabalhos de Marini, Espargaró, Joan Mir, Albesiano, Puig e todos os outros membros, a gigante japonesa subiu para o grupo C de concessões, onde já estavam KTM e a própria Aprilia.

Aleix Espargaró (Foto: Honda)

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Ao subir no ranking e perder direitos relativos ao desenvolvimento da moto — como trabalhar no motor ao longo do ano e testar com os propulsores titulares — a Honda terá um desafio maior em 2026. Ainda assim, o cenário deixa claro que a marca alcançou um resultado expressivo na temporada, depois de amargar posições em que a equipe mais vitoriosa da história da MotoGP não merece estar.

Agora, o desafio de Marini, Mir, Johann Zarco e, mais recentemente, Diogo Moreira, na LCR, é manter esse ritmo para iniciar forte o ciclo do novo regulamento a partir de 2027.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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