Cassidy exalta vitória na Cidade do México, mas mantém pés no chão: “Faltam 15 corridas”
Nick Cassidy destacou rápida sintonia com Citroën e bom início de temporada, mas pregou cautela e lembrou dos problemas nas classificações em São Paulo e na Cidade do México
Nick Cassidy destacou o trabalho estratégico e a sintonia com a Citroën como fatores decisivos para a vitória no eP da Cidade do México, segunda etapa da temporada 2025/26 da Fórmula E. O neozelandês explicou que a gestão de energia, aliada à leitura correta das situações de corrida, foi fundamental para resistir aos ataques finais e garantir o triunfo. Mas, apesar do ótimo começo de temporada, fez questão de manter os pés no chão e evitar falar de título.
A prova no Autódromo Hermanos Rodríguez seguiu um roteiro já conhecido do neozelandês: ritmo controlado, economia de energia e decisão apenas nas voltas finais. Ainda assim, Cassidy admitiu surpresa por conseguir sustentar a liderança até a bandeirada, especialmente diante da pressão exercida por Edoardo Mortara nos momentos decisivos.
“Foi uma corrida típica minha, se isso faz sentido. Foi muito legal ter a equipe na mesma página. Tivemos uma bandeira amarela, e isso não foi discutido em nossa reunião pré-corrida. A ideia de trocar a estratégia pelo rádio, nessa situação, você fica meio sem saber o que fazer, porque todas as equipes se comunicam pelo rádio”, afirmou Cassidy.
“A equipe estava super aberta à mudança de estratégia e entendeu meu ponto de vista. Tinham uma boa noção de quando seria o momento certo para implementá-la e trabalhamos bem juntos. Foi uma corrida típica, mas da qual me orgulho. Estar em um ambiente novo e conseguir fazer isso funcionar daquele jeito foi muito legal”, emendou.

Nas voltas finais, Cassidy precisou lidar com adversários que ainda tinham o Modo Ataque disponível, enquanto ele próprio já havia utilizado todos os acionamentos. A disputa direta com Mortara, em especial, deixou o neozelandês preparado para um desfecho menos favorável.
“No final, fiquei surpreso por conseguir segurar Edo. Quando cheguei à última volta e estávamos com a mesma potência, fiquei bem mais confiante, mas quando ele estava com 350 kW, pensei ser um alvo fácil. Estava preparado para terminar em quarto, com Dennis e mais alguns pilotos atrás recuperando a posição. Fiquei bastante aliviado por conseguir a vitória”, explicou.
A vitória no México veio após um pódio na abertura da temporada, em São Paulo, e reforçou o bom início da Citroën na primeira temporada da marca no campeonato. Cassidy, no entanto, tratou de adotar um discurso cauteloso sobre as perspectivas para o restante da temporada.
“Sinceramente, não sei o que esperar. É muito bom estar aqui neste momento, mas ainda faltam 15 corridas e tenho plena consciência da duração deste campeonato. O início foi ótimo, mas há coisas que precisamos melhorar”, ponderou.

“Não fui bem o suficiente nas classificações. Para ser justo, em São Paulo tivemos um problema técnico, então lá tínhamos ritmo, mas no México não fui rápido o bastante”, analisou.
“Estou muito feliz com o resultado da corrida e com os dois primeiros fins de semana, mas ao mesmo tempo estou ciente de que é um campeonato longo e que há coisas que precisamos melhorar. Estou tentando manter os pés no chão por enquanto”, concluiu.
O eP de Miami será a terceira etapa da Fórmula E na temporada 2025/26, após as corridas em São Paulo e Cidade do México. As emoções começam no dia 30 de janeiro, com o TL1, e seguem até o dia seguinte — que inclui TL2, classificação e corrida. O GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista da categoria AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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