Piastri mede ordem de forças na F1 e diz que GP da Austrália “não será igual ao ano passado”
Após a primeira semana de testes da Fórmula 1 no Bahrein, Oscar Piastri afirmou que "todo mundo tem muitas coisas para resolver". Por isso, deixou claro que é difícil definir uma ordem de forças neste momento
Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, Oscar Piastri afirmou que a primeira semana dos testes da Fórmula 1 não deixou uma imagem muito clara sobre a ordem de forças para o início da temporada 2026. De uma coisa, no entanto, o titular da McLaren disse ter certeza: o GP da Austrália, que abre o certame no início de março, “não será o mesmo que tivemos no ano passado”.
Ao longo dos três dias de atividades no circuito de Sakhir, a equipe papaia foi, ao lado da Williams, a que mais completou voltas: 422 no total — exatamente 2.245 km percorridos. O australiano, por sua vez, anotou 1min34s549 como melhor tempo e concluiu na quinta posição geral, apenas 0s120 mais rápido do que o sexto colocado Lando Norris, companheiro de time e atual campeão mundial.
Contudo, pelo menos por enquanto, ficou nítido que ainda não há uma hierarquia definida no grid, já que todas as escuderias coletaram dados importantes para evoluir os respectivos carros. Por isso, ao ser questionado sobre o que esperar para a etapa em Melbourne, que acontece entre os dias 6 e 8 do próximo mês, Piastri garantiu que será muito diferente do que aconteceu em 2025, quando a McLaren chegou como grande favorita.
“Certamente não acho que será o mesmo GP da Austrália que tivemos no ano passado, infelizmente. Em termos de desempenho, em termos de resultado, espero que seja um pouco diferente. Não vamos chegar com o desempenho que tivemos em Melbourne no ano passado”, começou.

“Mas há tantas coisas agora que todas as equipes ainda precisam resolver e acertar, e a diferença entre acertar e errar não é de alguns centésimos ou décimos — é grande. Às vezes passa de 0s5 se der realmente errado”, pontuou.
“Então acho que todo mundo tem muitas coisas para resolver, porque provavelmente nem sabemos qual é nosso ritmo real, já que não sabemos quais problemas são inerentes e não podem ser corrigidos, quais podemos corrigir amanhã e quais podemos corrigir até a primeira corrida. Acho que as 11 equipes devem estar pensando algo parecido”, acrescentou.
Com tantas coisas a serem resolvidas antes do início oficial da temporada, Piastri destacou a importância dos três dias de testes que ainda restam no Bahrein, nesta semana. “Com certeza vamos precisar desses três dias para fazer tudo funcionar como queremos — ou melhor, mais perto do que queremos”, sublinhou.
“O tempo extra de testes foi necessário do ponto de vista de sistemas e, como esporte, precisamos desse tempo em termos de desempenho. Talvez não precisássemos só por performance, mas há muitas coisas, até do ponto de vista de segurança, que precisam ser resolvidas na pista e precisam ser tratadas”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.
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