Rins prega otimismo, mas assume frustração com nova Yamaha: “Moto não está pronta”
Álex Rins destacou que a YZR-M1 segue fundamentalmente com os mesmos problemas da versão passada, mas ponderou que é preciso manter o otimismo, ou será muito difícil completar as 22 etapas da temporada
Álex Rins admitiu a frustração com a performance da Yamaha às vésperas do início da temporada 2026. O espanhol reconheceu que a YZR-M1 não está pronta, mas avaliou que é vital manter o otimismo, ou será muito difícil completar as 22 etapas do campeonato.
Lanterna no Mundial de Construtores em 2025, a Yamaha optou por uma mudança total na M1, abandonando a tradição dos motores de quatro cilindros em linha em prol de um V4. Ainda assim, o protótipo está em fase inicial de desenvolvimento e precisa de mais tempo para poder se aproximar do nível da concorrência.
Às vésperas do início do campeonato, Rins não escondeu a frustração com a situação atual da equipe e reconheceu que a moto precisa melhorar.
“No momento, como piloto, eu me sinto pronto, mas a moto não está”, disse Álex. “A fábrica precisa seguir trabalhando, pois têm várias coisas para melhorar, como é normal com um projeto novo. Claramente, quando você força e os resultados não aparecem, é frustrante, mas temos de aceitar que a moto precisa ser melhorada”, seguiu.

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Questionado sobre o que faz com a frustração, Rins assumiu: “Eu grito. Só isso. Levo para o meu escritório. No tempo de ataque, alcancei 191 BPM por um 19º lugar. No momento, não há nada que possamos fazer. Como eu disse, os pilotos estão prontos, mas a moto não está. Só temos de entender e esperar”.
“Precisamos seguir positivos. O projeto é novo e confiança é imprescindível. É muito difícil começar assim, mas temos de seguir pensando positivo, ou vai ser impossível fazer 22 corridas desse jeito. Sabemos que temos de trabalhar, mas não podemos jogar a toalha. Pelo contrário, temos de achar um jeito de sair disso”, defendeu.
Rins teve a chance de acompanhar Marc Márquez por alguns instantes na pista e, assim, analisar o que falta na YZR-M1 em comparação com a moto dominante do campeonato.
“Motor e potência, assim como tração. Não só em relação a Ducati, mas Aprilia e Honda também são melhores do que nós, então eles podem ganhar mais terreno na aceleração e nas retas”, apontou.
A explanação de Rins deixou evidente que, apesar da troca de motor, a M1 segue com os mesmos problemas do ano passado.
“Sim. Digamos que eu me sinto mais confortável na freada, mas ainda não estamos lá no que diz respeito à mudança de direção”, encerrou.
A temporada 2026 começa neste fim de semana, com o GP da Tailândia, em Buriram. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa da MotoGP, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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