Ferrari detalha trabalho intenso para alcançar Mercedes na F1 2026: “Não teve pausa”

Diretores técnico e esportivo, respectivamente, Loïc Serra e Diego Ioverno explicaram que Ferrari aproveitou intervalo no calendário da Fórmula 1 para fazer analises de dados mais profundas e intensificar treinos de pit-stop

A Ferrari aproveitou a pausa de cinco semanas no calendário da Fórmula 1 para intensificar o trabalho de desenvolvimento e tentar reduzir a desvantagem para a Mercedes. De acordo com os diretores Loïc Serra e Diego Ioverno, o período foi utilizado para aprofundar análises técnicas e corrigir lacunas operacionais identificadas no início da temporada, principalmente nos pit-stops.

Mesmo apresentando evolução em relação a 2025, quando não venceu corridas, a equipe de Maranello ainda está atrás das Flechas de Prata. A SF-26 mostrou pontos positivos, e Charles Leclerc e Lewis Hamilton têm desempenho equilibrado — com pódios do monegasco na Austrália e no Japão, e do britânico na China —, mas ainda insuficiente para acompanhar o ritmo dos alemães.

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Diretor técnico da Ferrari, Serra destacou que o intervalo permitiu um mergulho mais detalhado nos dados. “Ter mais tempo disponível nos permitiu aprofundar nossas análises, porque você não é imediatamente confrontado com uma nova enxurrada de dados da corrida seguinte. É possível se debruçar mais nos detalhes”, afirmou em entrevista ao Motorsport.com.

No lado operacional, o diretor esportivo Ioverno afirmou que a equipe não tratou o período como folga. Segundo ele, a Ferrari utilizou o período para intensificar os treinos de pit-stop, após iniciar o ano com déficit de preparação.

Um dos focos da Ferrari na pausa da F1 é em treinamentos de pit-stop (Foto: Ferrari)

“Que pausa? Não houve pausa alguma”, brincou. “Simplesmente decidimos não deixar que esse período fosse de folga. Preenchemos as semanas com atividades não planejadas ou reorganizamos melhor as que já estavam previstas”, explicou.

“Felizmente os resultados não mostraram isso, mas chegamos à primeira corrida com menos treinos do que em anos anteriores. A pré-temporada foi muito intensa e conseguimos completar apenas um terço das paradas planejadas”, disse.

“Não há uma corrida em que a equipe de pit-stop seja exatamente a mesma da anterior, então essa pausa inesperada foi uma bênção. Conseguimos recuperar as sessões que não fizemos em janeiro e fevereiro”, completou.

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