Chefe vê Yamaha em “situação ruim” e desabafa: “É difícil resolver o problema se você não sabe qual é”

Chefe da Yamaha, Massimo Meregalli admitiu que a casa de Iwata ainda não identificou o problema que atrapalha a performance da YZR-M1. Em meio ao maior jejum da marca, dirigente reconheceu “situação verdadeiramente difícil”

Chefe da Yamaha, Massimo Meregalli reconheceu que o time de Valentino Rossi e Maverick Viñales ainda não identificou qual o problema que atrapalha a performance da YZR-M1. Sem vencer desde o GP da Holanda do ano passado, a casa de Iwata enfrente sua maior seca na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.
 
O time dos três diapasões chegou ao circuito de Aragão no fim dos mês passado confiante, especialmente por conta da performance exibida em um teste privado anterior, mas, tal qual aconteceu outras vezes, sou surpreendido com a piora no desempenho da M1. Assim, depois de uma classificação ruim, Viñales foi apenas décimo, enquanto Rossi ficou em oitavo.
 
Em entrevista ao diário espanhol ‘Marca’, Meregalli admitiu a surpresa com a performance no MotorLand e confirmou que a Yamaha ainda não sabe a fonte dos problemas da M1.
Massimo Meregalli (dir.) afirmou que Yamaha não sabe qual o problema da M1 (Foto: Yamaha)
“Não esperávamos um fim de semana deste tipo, porque, três semanas antes, quando fizemos o teste, especialmente Maverick foi muito rápido e as condições do circuito não eram nada boas. Nós chegamos ao MotorLand pensando que poderíamos partir dessa configuração e ir melhorando pouco a pouco”, lembrou Meregalli. “No entanto, essa base não serviu de nada. Assim como aconteceu em Misano do sábado para o domingo. Nós fizemos pequenas melhoras, mas largar da quinta e da sexta fila bagunçou tudo”, seguiu.
 
“Infelizmente, estamos em uma situação verdadeiramente difícil. O primeiro ponto é que não sabemos o motivo de um dia irmos bem e no outro, não. É difícil resolver o problema se você não sabe qual é. Esse é o primeiro problema”, reconheceu.
 
Meregalli explicou que a Yamaha tem de recomeçar do zero a cada corrida, o que também acaba por abalar a confiança do time. 
 
“Nós temos de começar do zero todas as vezes para fazer uma configuração ao invés de ter uma base e trabalhar nos detalhes. Assim é verdadeiramente complicado”, desabafou. “O pior é não saber o motivo. É difícil ser otimista. Ou até ter confiança. Nós passamos por 14 corridas e parece que as coisas regridem. Só tentamos viver corrida a corrida e tentar encontrar algo para o ano que vem”, ponderou. 
 
Questionado como motivar um piloto como Rossi, Meregalli foi claro: “Só com trabalho”.
 
“Posso garantir que muitas coisas foram feitas e seguiremos fazendo. Estou certo de que cedo ou tarde encontraremos algo bom”, garantiu. “Ainda que não tenha dado certo em Aragão, porque foi uma situação ruim, conseguimos algo na eletrônica. Infelizmente, existem outros problemas. Sabemos que não é o suficiente, tanto os pilotos quanto a direção”, encerrou.
 
“Primeiro, nós temos de saber o problema. Depois da corrida de Misano, tanto os engenheiros japoneses quanto os que temos na Itália foram para Aragão com a causa, mas não conseguimos entender. Não entendem o motivo de no domingo terem de frear tão cedo. Para nós, o normal é dizer que é a aderência, mas é por que nós sofremos muito. É uma consideração que fazemos, mas os outros, as outras marcas, conseguem. Mas o estranho é que tenha algo tão grande que nos atrapalhe”.
 
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