Novo presidente afirma que Ferrari precisa assumir riscos e impõe como objetivo retomar sucesso "custe o que custar"
Sergio Marchionne, novo presidente da Ferrari, afirmou que a marca italiana precisa agir urgentemente para voltar a vencer na F1. O dirigente disse que vai assumir riscos e que não há mais desculpas para o fracasso
O agora presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, afirmou que os novos chefes da equipe italiana precisam assumir riscos e fazer de tudo para voltar ao topo do grid na F1. Na semana em que Luca di Montezemolo se desliga oficialmente no maior cargo da montadora, Marchionne deixou claro que é necessária uma ação urgente em Maranello.
O dirigente afirmou que a esquadra vermelha não possui outra opção a não ser assumir riscos e se renovar, mesmo que isso signifique cometer alguns erros no caminho. "Nós temos de mandar ver e precisamos fazer isso rapidamente", disse o italiano em entrevista à revista 'Autocar'.
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"Custe o que custar. Podemos estragar tudo, mas não temos muito a perder, certo? E vamos sempre vamos ter de arriscar alguma coisa", completou.

O executivo ainda foi duro com os recentes anos de insucesso da marca italiana na F1 e afirmou que o time não tem mais desculpas. Ainda, Marchionne contou que o sinal de alerta veio com a decepcionante atuação da esquadra no GP da Itália deste ano – Fernando Alonso abandonou a prova, enquanto Kimi Räikkönen foi apenas o nono.
"Eu ainda mantenho a minha posição de que o automobilismo não é uma ciência, em que um número de fatores influencia uma performance. E aí eu vou para Monza e vejo que entre os seis primeiros carros não há nenhuma Ferrari ou nenhum deles é empurrado por um motor Ferrari. O que posso dizer é que o meu sangue subiu naquele momento", declarou.
Mesmo diante de muitos outros desafios à frente da icônica fábrica, Marchionne ressaltou que sua prioridade maior nesse momento é fazer a equipe italiana retomar o caminho do sucesso na F1. "Isso continua sendo o meu objetivo maior. Uma Ferrari que não vence na F1 não é uma Ferrari. Posso viver com períodos de má sorte, mas isso não pode se tornar um elemento estrutural da marca", completou.
O time italiano ocupa no momento a quarta posição no Mundial de Construtores, com 188 pontos e apenas dois pódios, ambos com Alonso. O espanhol também é o piloto mais colocado da equipe na tabela de classificação, com o sexto posto e 141 pontos. A última vitória da Ferrari aconteceu no ano passado, no GP da Espanha, em Barcelona, com o bicampeão.
Para 2015, a esquadra deve contar com os serviços do tetracampeão Sebastian Vettel, que vai deixar a Red Bull no fim desta temporada. O alemão deve assumir a vaga de Alonso, que está de saída do time.
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