Hamilton reduz importância de sonhada vitória em Suzuka: “De repente, não parecia relevante”

Lewis Hamilton falou várias vezes na semana passada da vontade que tinha de vencer o GP do Japão em Suzuka, mas disse que a única coisa que importa é o estado de saúde de Jules Bianchi

Lewis Hamilton seguiu sem exaltar muito a vitória que conquistou em Suzuka, no último domingo (5), no GP do Japão. O inglês disse várias vezes antes da prova que sonhava em vencer no circuito, tradicional na F1, mas agora não dá muita importância para o feito que conseguiu. Tudo por causa do grave acidente sofrido por Jules Bianchi, da Marussia, que bateu em um guindaste que estava à beira da pista e teve uma lesão axonal difusa. O francês continua internado em estado crítico, mas estável.

Líder do campeonato de 2014, Hamilton largou em segundo e assumiu a primeira posição com uma bonita ultrapassagem sobre Nico Rosberg na 29ª volta. Com o resultado, abriu dez pontos na classificação do Mundial de Pilotos.

Hamilton e Rosberg comemoraram discretamente a dobradinha da Mercedes no Japão (Foto: Getty Images)
A SITUAÇÃO DE JULES BIANCHI
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“É difícil saber o que dizer depois de um fim de semana como esse no Japão. Quando cruzei a linha de chegada, obviamente, eu estava satisfeito por finalmente ter vencido em Suzuka, mas assim que voltei para os boxes e ouvi o que tinha acontecido com Jules, de repente, não parecia relevante”, disse o britânico na prévia do GP da Rússia, que acontece já neste fim de semana. “Meus pensamentos e orações estão com ele e sua família”, falou.

Nico Rosberg também lembrou da situação delicada que Bianchi enfrenta. “Realmente desejo o melhor para ele, sua família e seus amigos, tudo de melhor neste momento difícil. O fim de semana nos deu um bom resultado para a equipe, mas saímos da equipe com apenas uma coisa na cabeça: o bem-estar do nosso colega Jules”, comentou.

Falando do GP da Rússia, Hamilton e Rosberg contaram que já andaram no traçado inédito de Sochi no simulador da Mercedes e destacaram o desafio que essa novidade no calendário deve proporcionar.

“É uma nova experiência para a F1. Gosto do desafio, e um novo circuito sempre proporciona isso. É claro, demos muitas voltas no simulador, mas você nunca sabe como vai ser até chegar lá e sentir a pista”, afirmou Lewis.

Rosberg lembrou também que foi até o maior país do mundo, há dois anos, para participar de uma demonstração. “Pilotei ao redor do Kremlin, e foi bem legal. Os fãs estavam bem interessados, então acho que vai ter muita gente vindo assistir”, relatou o alemão.

Os treinos livres para o GP da Rússia começam na madrugada de quinta para sexta-feira. A primeira sessão está marcada para as 3h. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO e em TEMPO REAL.

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